Viagem de moto do Rio de Janeiro ao deserto do Atacama

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Paulo Kuster
 
 
A partida foi do interior do Rio de Janeiro, Três Rios. Encontrei os amigos em Resende (RJ) e seguimos em direção a São Paulo, Paraná e chegamos à tríplice fronteira, onde adentramos em território argentino. Subimos a cordilheira dos Andes.
 
Esse ponto da viagem foi o mais complicado, em pleno janeiro e uma barreira de gelo interditou a pista após a fronteira Argentina/Chile e a polícia chilena então proibiu toda circulação, ficamos 2 noites e 3 dias parados na fronteira, primeiro dia conseguimos uma pousada, a única naquele meio do nada.
 
O segundo dia dormimos em uma escola depois de muito protestar e exigir das autoridades locais uma solução, onde a polícia argentina foi muito atenciosa e nos auxiliou com colchões e cobertores, pois estávamos a uma altitude de 4.200 m e com temperatura que na madrugada atingia menos de 0°C e para mitigar os efeitos do famoso mal de altura recorremos ao chá de folhas de coca muito comum na região.
 
Já no final do terceiro dia a polícia chilena liberou a estrada, então céu azul e aceleramos rumo ao Atacama, o deserto mais árido do planeta.
 
Essa parada inesperada na fronteira impactou o cronograma da viagem, pois tivemos que abortar a ida ao salar Uyuni (deserto de sal na Bolívia).
 
Chegando em São Pedro do Atacama visitamos quase todos os pontos turísticos da região, Vale de la muerte, lagunas escondidas onde não se afunda devido a densidade da água salgada, visitamos também os famosos gêiseres e uma região vulcânica chamada Piedras Rojas.
 
Fomos ao litoral chileno, cidade de Antofagasta e como era verão e já que cruzamos a América nada mais justo do que banhar-se no pacífico.
 
Também não faltou aquela foto clássica de quem vai ao Atacama, a escultura Mão do deserto, ícone e parada obrigatória para todo motociclista e viajante que passa por ali.
 
Na volta, na aduana conhecemos um casal de motociclistas de São Paulo (Adriano e Denise) que retornavam de uma viagem ao Peru.
 
Retornamos passando pelas províncias de Jujuy, El Chaco, Corrientes e Entre Rios, na Argentina.
 
Chegamos a tríplice fronteira novamente, passamos pelo norte do Paraná, Campinas (SP) e retornamos ao lar Rio de Janeiro.
 
Saímos 16 de janeiro de 2017 retornando em 5 de fevereiro de 2017, 21 dias e quase 9.000 km de pura aventura e emoção.
 
Um prazer indescritível que só o viajante de moto consegue sentir.
 
Aventura, liberdade, parceria, amizade, intercâmbio cultural e uma saudade que só aumenta o desejo de realizar uma nova viagem de moto.
 
Abraços dos amigos, Paulo Kuster, Tamires Huguenim, Bira Alves e Valéria Cruz.
 
 


Fonte:
Moto Repórter




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