De São Paulo a Mangaratiba (RJ), por Cunha, com uma Multistrada Enduro

Por Dagoberto Filho

O destino escolhido da vez foi a cidade de Mangaratiba, no Rio de Janeiro, distante aproximadamente 450 km de São Paulo. Por ser um trajeto um pouco mais longo, escolhemos um feriado que caiu em uma quinta-feira, para curtirmos a viagem sem nos preocuparmos com o horário de chegada ao destino e programamos a volta para domingo. A moto escolhida para este percurso, foi uma Ducati Multistrada 1200 Enduro, moto simplesmente sensacional, falaremos dela no final do texto, por enquanto vamos tratar da viagem!

Deixei a moto abastecida e os pneus calibrados na véspera, assim a saída para estrada seria mais rápida, só colocar as malas e seguir viagem. O trajeto escolhido, saindo de São Paulo até Cunha, de Cunha até Paraty e depois Angra dos Reis e, enfim, o destino: Mangaratiba. Iniciamos nosso passeio pela Rodovia Ayrton Senna, paradinha estratégica no primeiro posto BR, apenas para um cafezinho de despertar e partimos, eu e minha fiel garupa.

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Rodovia Ayrton Senna e Carvalho Pinto estão em excelentes condições e da para desenvolvermos uma boa velocidade com segurança, as rodovias são pedagiadas, portanto deixem dinheiro trocado ou moedas para facilitar o pagamento e não perder tempo, uma coisa que faço há um bom tempo é colocar o dinheiro em um saco plástico e entrego aos caixas do pedágio para que eles façam a cobrança, assim não preciso tirar as luvas, o que agiliza bastante o processo. São quatro pedágios nesse trecho, até chegar à Rodovia Dutra.

As condições da Dutra também estão boas, porém com menos pistas e mais caminhões a atenção tem que ser redobrada, neste trajeto até a saída para Cunha, logo após a cidade de Aparecida do Norte, há um pedágio, bem caro para moto (R$ 7,20), seguimos até a saída 65 "Guaratinguetá/Cunha", com destino a Cunha, rodamos até aqui mais de 150 km, mas agora que a viagem parece começar de verdade.

Da saída da Dutra até Cunha são aproximadamente 50 km de lindas paisagens, estrada gostosa com diversas curvas, apesar de pouco movimentada não custa lembrar, cuidado com a pista simples. Poderíamos passar direto e seguir rumo a Paraty, porém resolvemos entrar na cidade para dar uma voltinha, cidade simples, bem interiorana, demos uma paradinha ao lado da Igreja Matriz na doceria da Cidinha, vale a pena, só cuidado para não abusar, pois ainda tem estrada pela frente.

Após o docinho e mais um café, seguimos em direção a Paraty, este trecho é um caso a parte, que lindo, por muito tempo se manteve de terra o que dificultava muito a viagem em dias de chuva, de uns tempos pra cá, fizeram o piso todo em bloquetes de concreto, uma ótima solução para deixar o solo permeável e a estrada mais segura e transitável, durante o percurso passamos por diversas estruturas elevadas, criadas para que os animais atravessem a estrada em segurança, ótima solução.

Chegando a Paraty, enchemos o tanque, foram mais de 300 km rodados até aqui (do nosso ponto de partida zona sul de SP): prepare-se para uma facada, gasolina na casa dos R$ 5,00/L. Entrando em Paraty, todo cuidado é pouco na região central, com o piso de pedras, esburacado e altamente escorregadio, com uma moto muito alta e pesada como a Multistrada, e com malas, o cuidado deve ser redobrado. Procuramos um local no asfalto para estacionar e fomos dar um passeio a pé pelo centro histórico e procurar um restaurante para almoçar, as opções são muito variadas, para todos os gostos e bolsos, escolhemos o Margarida Café que tem uma padaria anexa com um dos melhores sanduíches que eu já comi. Lembre-se se forem seguir viagem comam algo leve para não prejudicar a pilotagem, agora se seu destino final for Paraty, esbalde-se.

Se a intenção for se hospedar em Paraty procure antes nos sites de reservas, você vai encontrar ótimas ofertas e lugares incríveis. Logo após o almoço, uma caminhada leve e seguimos pela Rodovia Rio Santos rumo ao nosso destino final. Mais uma vez lindas paisagens em alguns trechos com vista para o mar, passamos por Angra dos Reis e as usinas nucleares, se quiser uma foto, vale o registro. Mais alguns km e chegamos ao Maravilhoso Portobello Resort & Safári.

Este hotel é um caso a parte, lugar lindo espaçoso, uma praia particular, uma estrutura completa, as refeições (todas inclusas nas diárias com as bebidas), são deliciosas. Vale se programar para fazer um Safári em carros especiais e adaptados para esse fim, diversos animais em uma área muito grande. Importante ressaltar que é grande a quantidade de crianças no hotel, devido a extensa grade de atividades para os pequenos.
Agora é aproveitar o Feriado e só ligar a moto no dia da volta...

Domingo, dia do retorno. Mais uma vez sem se preocupar com o horário, acordamos tarde, fomos tomar um café da manhã maravilhoso e começamos a nos preparar para a partida, malas carregadas e lá vamos nós. Escolhemos para a volta um trajeto mais rápido, mas não menos especial.

No trevo da cidade de Mangaratiba, seguimos em direção a Barra Mansa – RJ pela linda Serra do Piloto. Serra travada com muitas curvas e 3 trechos de terra (aproximadamente uns 200 m cada um), que não podem ser asfaltados, pois são trechos da Estrada Real, uma cachoeira embeleza ainda mais a viagem. De Mangaratiba até Barra Mansa são aproximadamente 80 km, ai já chegamos na Rod. Presidente Dutra, mais dois pedágios dos caros nesta rodovia e depois você pode optar, seguir pela Dutra até SP ou repetir as estradas da ida, Carvalho Pinto e Ayrton Senna.

Como mencionado no inicio da matéria, a moto merece um parágrafo a parte. Que moto, que moto. Tem tudo que um piloto precisa e mais um pouco. Painel digital com bluetooth, piloto automático, diversos tipos de mapas de injeção, para mais ou menos potência, dependendo da sua necessidade, oito níveis de controle de tração, ABS com três níveis de ajustes conforme a sua sensibilidade, oito modos de Antiweeling, Faróis de Led com iluminação de curva, freio com assistência de rampa, igual nos carros mais modernos, muito útil para uma moto alta, várias regulagens eletrônicas de suspensão, tudo para que sua experiência de pilotagem seja a melhor possível e foi. O excelente motor com comando variável DVT se mostrou elástico e econômico, com uma ótima média de 18 km/L para uma 1200cc bem carregada. As malas laterais de alumínio são extremamente espaçosas, tanto que nesta viagem optamos por viajar apenas com as laterais, foram quatro dias e uma mulher na garupa e coube tudo!

A moto se manteve muito estável, em baixas e altas velocidades, em curvas e retas e nos trechos de terra, mesmo estando bem pesada. A regulagem de altura da bolha, também ajuda muito para o conforto do pescoço, pois quebra bastante a força do vento na cabeça. A garupa não reclamou em nenhum momento sobre desconforto, aliás se tivesse com o Top Case, acho que ela teria dormido em alguns momentos. A moto transmite uma sensação de segurança muito boa, pois suas suspensões copiam muito bem o asfalto, em diversos momentos eu tinha que relembrar que estava com as malas e pesado, pois a suavidade era tamanha que me fazia esquecer.

Se você não conhece ou não teve a oportunidade de fazer um Test Ride, vá até um concessionário e faça, você vai se apaixonar. Depois não diga que não avisei. Espero que tenham gostado do relato e que enviem sugestões, para dividirmos com os demais leitores nossa experiência e nossa paixão, as MOTOS.

Dagoberto Filho
Sou apenas um motociclista apaixonado pelas duas rodas que pilota desde os 5 anos de idade, aos 9 começou a correr de motovelocidade e depois Motocross, retornei as pistas como piloto de supermoto e há 4 anos sou o instrutor da categoria Junior Cup no campeonato Superbike Brasil, categoria escola, destinada a formação de pilotos de 8 a 16 anos

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Fotos: Arquivo Pessoal e Divulgação



Fonte:
Equipe MOTO.com.br




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