Teste: Yamaha Neo mostra agilidade e economia no trânsito

Começar a semana encarando o congestionamento é rotina para muitos brasileiros. Para tentar se locomover pelas principais artérias da cidade nada melhor do que um scooter, veículo que vem conquistando a simpatia do consumidor. Para brigar no segmento, a Yamaha relançou no final do ano passado o Neo 125 UBS, que oferece facilidade de condução, economia de combustível (40 km/litro), além de preço competitivo, R$ 7.990, sem frete.

Mas o valor atraente não é seu único argumento de vendas. O scooter da Yamaha tem desenho moderno, freios combinados, motor de 125 cc que, em conjunto com o câmbio CVT, oferece muita agilidade para “costurar” os carros nos apertados corredores dos grandes centros.

O motor monocilíndrico de 125 cc traz comando simples no cabeçote, duas válvulas e injeção eletrônica. Gera 9,8 cavalos a 8.000 rpm de potência máxima e torque - 0,98 kgf.m a 5.500 rpm. Analisando friamente os números, o motociclista mais experiente torcerá o nariz pela falta de cavalaria e força.

Mas, na prática, o pequeno scooter esbanja mobilidade, com largadas vigorosas – guardado as devidas proporções. Nas retomadas é girar o acelerador para que o pequeno Neo 125 ganhe ritmo, gradativamente, com melhor desempenho em baixas e médias rotações.

No dia a dia, o scooter da Yamaha teve médias de consumo excelentes no trânsito da cidade de São Paulo. Em duas medições, o Neo fez 41,5 km/litro e 42,3 km/l rodando dentro do limite de velocidade das vias – entre 50 e 60 km/h e em alguns trajetos com garupa. Com tanque de 4,2 litros de capacidade, a autonomia supera os 150 quilômetros.

Agilidade na cidade
Equipado com transmissão CVT, o Neo 125 é fácil de pilotar – é ligar e acelerar – e oferece mudanças de direção bastante rápidas. Outros aspectos fazem deste produto bom parceiro para o uso urbano: baixo peso em ordem de marcha (96 Kg, dos quais 32 quilos são do conjunto motor/balança), tamanho das rodas (aro 14, de liga-leve), perfil dos pneus e até o ângulo de cáster foram pensados para oferecer maior agilidade e o máximo de manobrabilidade em baixas velocidades.

Rodando em pista livre, o desempenho é até acima das expectativas. Nem em subidas mais íngremes o pequeno scooter se intimidou. Além disso, o modelo se mostrou bastante estável. O responsável por este comportamento é o centro de gravidade baixo.

Ciclística
O Neo 125 conta com chassi Underbone, construído em tubos de alumínio, que faz a amarração de toda a estrutura ciclística, ou seja, suspensão e freios. Na dianteira garfo telescópico com 90 mm de curso e disco de freio simples de (200 mm). Na parte de traseira, o Neo usa monoamortecedor com 80 mm de curso e freio a tambor (130 mm).

Para paradas mais eficientes, principalmente para motociclistas iniciantes, o sccoter da Yamaha conta com o sistema Yamaha UBS (Unified Brake System), que distribui as frenagens dianteira e traseira em um único acionamento do manete esquerdo (freio traseiro).

Com relação ao sistema de amortecimento, uma coisa precisa ficar clara. A Neo 125cc gosta de piso liso, sem ondulações e, de preferência só com piloto. Em ruas e avenidas esburacadas, o pequeno scooter sofre bastante, apesar do uso dos pneus Metzeler Feel Free, nas medidas 80/80 (Dianteiro) - 90/80 (Traseiro), e do assento de espuma de boa densidade, que ajudam a absorver os impactos. Falando em pneu, mesmo sob chuva intensa não tirou o Neo do trilho, além de oferecer bom nível de aderência no piso seco.

Já com garupa, o comportamento dinâmico do Neo 125 sofre um pouco, principalmente em baixas velocidades, já que perde agilidade – e equilíbrio – para driblar os carros. Em alguns momentos a suspensão traseira deu “fim de curso”. Isso em função do aumento do peso transportado e também do piso irregular – e, infelizmente, o amortecedor traseiro não oferece ajuste na pré-carga da mola, o que poderia corrigir esse problema quando se roda com garupa.

Apesar do design moderno e faróis de LED, o scooter da Yamaha ficou devendo um painel digital, bocal de abastecimento de fácil acesso (está posicionado sob o assento), espelhos retrovisores com uma maior área de visibilidade na extremidades e comandos (botões de luz alta e indicadores de direção) mais caprichados.

O compartimento de carga sob o banco também não é dos maiores: comporta apenas um capacete aberto (tipo jet). O Neo ainda oferece um gancho para levar sacolas e dois porta-objetos abertos na parte traseira do escudo frontal.

Por outro lado, a Yamaha oferece para seu novo scooter de entrada assistência 24 horas, válida por um ano, revisão com preço fixo e seguro anual cotado a R$ 600.

FICHA TÉCNICA
Yamaha Neo 125 UBS
Motor: SOHC, monocilíndrico, 125 cm³, quatro tempos, duas válvulas, arrefecimento a ar
Potência: 9,8 cv a 8.000 rpm
Torque: 0,98 kgf.m a 5.500 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica
Transmissão: CVT
Suspensão dianteira: garfo telescópico com 90 mm de curso
Suspensão traseira: sistema bichoque com 80 mm de curso.
Freio dianteiro: disco simples de 200 mm de diâmetro com pinça simples
Freio traseiro: tambor
Pneus: 80/80-14 (Dianteiro) - 90/80-14 (Traseiro)
Quadro: Underbone em tubos de alumínio
Dimensões: 1.870 mm de comprimento X 685 mm de largura X 1070 mm de altura
Distância entre-eixos: 1.260 mm
Distância mínima do solo: 235 mm
Altura do assento: 775 mm
Peso em ordem de marcha: 96 kg
Tanque: 4,2 litros
Cores: Branca metálica, vermelha metálica e cinza fosco
Preço público sugerido: R$ 7.990

Fotos: Mario Villaescusa/Infomoto



Fonte:
Agência Infomoto




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