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Super Ténéré sente o peso da idade, mas é boa opção para aventuras

Versão DX da bigtrail da Yamaha oferece suspensão eletrônica, aquecedor de manopla e piloto automático por R$ 65.490

03 de October de 2017
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Ela não tem o status da BMW R 1200 GS, nem o marketing da Honda CRF 1000L Africa Twin e tem menos potência do que a Triumph Explorer 1200. Embora não seja a melhor em uma característica específica, a Yamaha XT 1200Z Super Ténéré ainda figura entre as opções de quem pretende comprar uma bigtrail.

A começar pelo preço competitivo para o segmento. A versão avaliada, a DX, topo de linha, que, entre outras coisas, tem manoplas aquecidas de série e suspensões com ajuste eletrônico, é vendida por R$ 65.490. 

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Além disso, a Super Ténéré preenche diversos requisitos de uma moto aventureira. Seu motor bicilíndrico tem bom desempenho (112 cv). O tanque de 22,6 litros garante uma autonomia respeitável. O generoso assento e o para-brisa ajustável asseguram o conforto para longas jornadas. E, por fim, seu equilibrado conjunto ciclístico, auxiliado por um razoável pacote eletrônico, permite rodar fora do asfalto com segurança. 



Motor dócil
Lançada em 2011, a Super Ténéré foi renovada há três anos. À época teve seu sistema de escapamento revisto e ganhou mais potência: o motor de dois cilindros paralelos, 1199 cm³, e refrigeração líquida, passou a oferecer 112 cv a 7250 rpm. O virabrequim com intervalos de ignição a 270° proporciona uma entrega de torque suave desde os baixos giros. Grande parte dos 11,9 kgf.m já está disponível a 3.000 rpm: uma ótima qualidade para bigtrails, ainda mais do porte da XT 1200Z, que pesa 261 kg em ordem de marcha.

O desempenho pode não ser o destaque desta Yamaha, mas a docilidade do motor surpreende. Bastante força para rodar em baixos giros e marchas mais altas, e potência suficiente para que, em um segundo, o motociclista já esteja acima do limite das rodovias. E o consumo também agradou: 18,5 km/litro, projetando uma autonomia superior a 400 km. 

O acelerador eletrônico garante respostas imediatas ou suaves, dependendo do modo de pilotagem escolhido: o “Sport”, como o nome diz, deixa a Super Ténéré mais arisca; e o “Touring” permite que a garupa viaje com mais conforto sem receber trancos a cada girada no punho. Em trechos urbanos e com passageiro, é quase obrigatório selecionar o Touring; já para viagens solitárias e em ritmo mais forte, o Sport garante a diversão.

A seleção dos modos é bastante simples: basta apertar o botão “Mode” no punho direito e fechar o acelerador. Uma facilidade se comparado a outros dispositivos eletrônicos existentes, como o controle de tração, que só pode ser alterado no grande painel.



Duas telas de LCD formam o painel digital de instrumentos. A maior e retangular, à esquerda, tem velocímetro, conta-giros, relógio, marcador de combustível e a indicação dos modos de pilotagem e do controle de tração. A outra menor exibe outras informações importantes: hodômetros, autonomia, consumo, ajuste da suspensão eletrônica e um útil indicador de marcha. 

O painel é completo e de fácil visualização, mas os comandos no punho esquerdo exigem certa prática. Confesso que precisei treinar com a moto parada como navegar entre as informações e até mesmo para ligar o aquecedor de manoplas. Este é um dos pontos nos quais a bigtrail da Yamaha perde para as concorrentes e poderia ser aprimorada.

Confortável e valente
A versão DX, avaliada, foi apresentada em 2015 com pequenas mudanças que melhoraram a experiência do motociclista aventureiro. Manoplas aquecidas com três níveis de temperatura e um para-brisa maior e ajustável – manualmente, sem a necessidade de ferramentas – aumentaram o conforto e a proteção aerodinâmica. O banco também pode ser regulado em duas posições (845 mm e 870 mm), o que facilita a vida dos mais baixinhos: do “alto” dos meus 1,71 m consegui apoiar os dois pés no chão.

Mas a grande novidade foi o uso das suspensões eletrônicas. Há três níveis de compressão e retorno – Hard, Standard e Soft – com 14 combinações possíveis, que podem ser ajustadas mesmo em movimento. Já a pré-carga da mola só pode ser mudada com a moto parada e altera até a altura da Super Ténéré: com carga para levar piloto, garupa e bagagem a moto fica mais alta. Outra bem-vinda novidade eletrônica foi o Cruise Control (piloto automático). 

O guidão foi reposicionado e facilitou a pilotagem em pé, posição ideal para o fora-de-estrada. Aliás, na terra, a Super Ténéré surpreende ainda mais. Com o ajuste Soft (“macio”) e o controle de tração no nível “2”, menos intrusivo, a bigtrail se sente à vontade em estradas de cascalho e terra batida mesmo com muitos buracos. As rodas, de 19 polegadas na frente e 17 atrás, com raios centrais e pneus sem câmara também são ideias para esse tipo de piso.

Já os freios combinados com sistema ABS, que não pode ser desligado, são o outro “defeito” da XT 1200Z. Mas, vale dizer, que o funcionamento do sistema é muito bom até mesmo na terra, mas seria um problema para um off-road mais “pesado”.

Opção a ser considerada
Em função do seu preço e lista de equipamentos, a XT 1200Z Super Ténéré na versão DX deve ser levada em consideração por quem pensa em adquirir uma bigtrail. Conforto, autonomia, controles eletrônicos e bom desempenho no fora-de-estrada são qualidades que fazem jus ao sobrenome Ténéré.



A versão DX com a pintura de “60 Anos” (amarela com os blocos pretos da Yamaha) é vendida por R$ 69.990, mas com a pintura azul ou cinza sai por R$ 65.490. A Super Ténéré até sente o “peso” da idade perante as concorrentes, e pode não ser a mais famosa, a mais potente e nem a mais badalada, mas certamente cumpre sua proposta de ser uma moto aventureira para longas viagens.

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FICHA TÉCNICA
Yamaha XT 1200Z Super Ténéré DX
Motor: Dois cilindros paralelos, DOHC, refrigeração líquida, 4 válvulas
Capacidade: 1.199 cm³ 
Diâmetro x Curso: 98,0 x 79,5 mm
Taxa de compressão: 11,0 : 1
Potência máxima: 112 cv a 7.250 rpm 
Torque máximo: 11,9 kgf.m a 6.000 rpm 
Câmbio: 6 marchas
Quadro: Tipo espinha dorsal em tubos de aço
Transmissão final: Eixo-cardã
Alimentação: Injeção eletrônica de combustível
Suspensão dianteira: Garfo telescópico invertido, com 190 mm de curso e ajuste eletrônico
Suspensão traseira: Monoamortecida, com 190 mm de curso e ajuste eletrônico
Freio dianteiro: Dois discos em forma de margarida com 310 mm de diâmetro
Freio traseiro: Disco simples margarida de 282 mm de diâmetro
Pneu dianteiro: 110/80-19
Pneu traseiro: 150/70-17
Comprimento: 2.255 mm
Largura: 980 mm
Altura: 1.410 mm
Altura do assento: 845-870 mm
Distância entre-eixos: 1.540 mm
Tanque de combustível: 22,6 litros 
Peso (ordem de marcha): 261 kg
Cores: Azul, Cinza e Amarela (60 Anos) 
Preço sugerido: R$ 65.490 (R$ 69.990 para a versão 60 Anos)



TEXTO: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO
FOTOS: Renato Durães / Agência INFOMOTO



Fonte:
Agência Infomoto
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