Scooter elétrica é apresentada em SP

Motor-Z lançou três modelos movidos a bateria, que podem ser recarregados na tomada.

Por Leandro Alvares

Leandro Alvares

Uma nova empresa de motocicletas lançou ontem, no Kartódromo Internacional Aldeia da Serra (SP), a primeira scooter elétrica do Brasil. A Motor-Z chega ao mercado nacional com três opções de modelos fabricados na China, dotados de uma característica idêntica: o motor de corrente contínua, silencioso, que dispensa o uso de óleos lubrificantes e a manutenção comum de um propulsor a combustão. Para “abastecer”, basta ligá-las na tomada. 

O projeto exigiu dois anos e meio de pesquisa da fabricante, além do investimento de cerca de US$ 2 milhões para a criação de um produto diferenciado, destinado a alguns cenários específicos do mundo das duas rodas, como o do lazer e o de serviços rápidos.
 
“É um veículo bastante prático, confortável e ideal para determinados usos, como a locomoção em condomínios, uma ida à padaria, ao shopping, entre outras situações”, disse o diretor-executivo da Motor-Z, Paulo Fernandez. “O custo de uso é praticamente nulo, só é preciso fazer a recarga da bateria que, nas nossas contas, representam apenas cinqüenta centavos no bolso do consumidor a cada operação”, afirmou.

O tempo de recarga é de duas a seis horas, mas o usuário não precisa completar sempre este período. “Recomendamos que sejam feitas recargas com freqüência. Ao chegar no trabalho, coloque a bateria para carregar, nem que seja por alguns minutos”, destacou Fernandez.

A bateria de 20 ampéres é selada, construída com chumbo e solução ácida. Dispensa manutenção e está isenta de efeito memória. Ela encontra-se instalada embaixo do banco, onde há também um disjuntor e o carregador. “A vida útil é bastante longa. Para quem usa a scooter todo dia e só faz a recarga depois de consumir toda a energia, dura por um ano. Se a recarga é maior, mais constante, vai sobreviver por vários anos”.

Se ficar parada, a perda de carga ao mês gira em torno de 2 a 3%. Em termos de autonomia, a scooter elétrica pode agüentar percursos de 40 a 50 quilômetros e a motocicleta é capaz de andar a 50 km/h.

Prevenção do aquecimento global em três vertentes

O lançamento da Motor-Z, um transporte que contribui para a diminuição dos impactos ambientais causados pela emissão de poluentes, dispõe de uma trinca de modelos: S500, V500 e S800.

A S500 tem design moderno e atual, dianteira com traço em “V”, protetores de rodas dianteira e traseira, faróis amplos, duplo retrovisor e carenagem que privilegia o conforto do condutor. O motor de 500 watts ligado diretamente na roda dispensa transmissão e confere agilidade para o uso da scooter nos pequenos e médios deslocamentos urbanos.

Criada para os apreciadores da moda vintage, as scooters da década de 1950, a V500 traz uma carenagem com componentes cromados, farol dianteiro redondo e setas amarelas. No painel, também cromado, nota-se o velocímetro compacto e o marcador de “combustível”, que mostra o nível de carga da bateria.

O terceiro modelo da marca é o mais potente, com motor de 800 watts. “Ela gera 1 hp e parece uma moto de 50cc a 60cc”, comparou o diretor-executivo da empresa. Um pouco maior que as irmãs, esta máquina tem aparência que transmite maior robustez para o uso urbano.

O estilo é moderno, com dois faróis protegidos por uma grade na dianteira e setas laterais, abaixo das manoplas — também protegidas pela extensão da carenagem. No painel, marcadores de carga de bateria, quilometragem, velocímetro e luzes-espia estão distribuídos num conjunto único e harmônico.

A suspensão é construída com o sistema convencional de garfo telescópico de 85mm na dianteira e braço oscilante de 170mm, com duplo acionamento na traseira. Os pneus 10”x 3,5 sustentam as scooters, que pesam 80 quilos.

Segurança e diversão na pista

Logo após a coletiva de imprensa, os jornalistas foram convidados a testar um dos modelos, no caso o S500, de visual moderno. A ausência da saudosista V500 deixou muitos nostálgicos tristes, mas isto foi um mero detalhe.
 
Ao sentar na scooter, a sensação de conforto é bastante perceptível. O painel, simples, porém com os comandos bem visíveis e com algumas inscrições em chinês. Vira-se a chave de partida, a motocicleta já está ligada, sem fazer o menor ruído. Para o motociclista, a primeira reação é de estranhamento, mas logo se acostuma.

Na pista, chega a ser divertido conduzir o equipamento, em função da baixa velocidade. É, de fato, um modelo para o lazer. No quesito segurança, não há ressalva; trata-se de uma máquina que transmite confiança, tanto em curvas como em retas.

Faltou, contudo, um trecho de subida para a avaliação deste item. Mas de acordo com a Motor-Z, as rampas são facilmente superadas por suas scooters, que foram projetadas tendo como base o peso de um motociclista de 75 kg.

Vendas no mercado

A meta inicial de produção da montadora é duas mil unidades por mês. Haverá, a princípio, 12 pontos de revenda em São Paulo e futuras expansões para outros Estados, como Rio de Janeiro e Distrito Federal.

De acordo com Paulo Fernandez, as peças de reposição serão facilmente encontradas no mercado. “Temos planos de nacionalizá-las, mas vale lembrar que a manutenção é quase zero. Além disso, queremos oferecer outras garantias aos clientes, como uma estrutura pública para recarregar as scooters”, revelou o dirigente.

Os preços sugeridos ao consumidor são os seguintes: R$ 3.600 para o modelo S500, R$ 3.900 para o V500 e R$ 4.500 mil para a S800. No caso de manutenção, o componente mais caro é a bateria, cotada a aproximadamente R$ 320.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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