HD Dyna Super Glide Custom: uma ótima opção

Roberto Brandão Filho

Nada melhor que uma bela estrada para testar uma Harley-Davidson, e desta vez fomos até Barretos para participar do Barretos Motorcycle 2011. Aproveitamos os quase 500 km de distância (ida e volta 1000 km) para colocar a Dyna Super Glide Custom em seu habitat natural, a estrada, e ver como o modelo, que já é um dos 13 montados em sistema CKD em Manaus (AM), se comporta.

Este modelo, um dos mais adorados em sua terra natal, os Estados Unidos, está equipado com o motor Twin Cam 96 de 1.584 cm3, injeção eletrônica de combustível e câmbio de seis marchas. Com seu porte, estilo e preço (sugerido a partir de R$ 34,9 mil) essa moto é uma ótima opção para quem quer aproveitar as estradas do Brasil. Muitos dos “harleiros” acreditam que esse modelo é o melhor custo beneficio da linha da HD em terras tupiniquins.

O que mais impressiona nessa motocicleta é que apesar de seu tamanho (2345 mm de comprimento) e peso (295 kg a seco), ela é muito fácil de conduzir. Falo isso porque os primeiros quilômetros rodados com essa máquina foram dentro de São Paulo e pude manobrá-la facilmente e até pegar os “corredores” das principais vias. Isso muito pela proximidade e centralização das pedaleiras e de seu guidão curto e mais fechado (minni-apehangers). 

Logo de cara, ao ligar o motor dessa máquina, percebemos que se trata de uma Harley-Davidson. Seu motor Twin Cam 96, de 1.584 cm³, esbanja torque (12,3 kgfm) e sua famosa vibração fica nítida assim que a ignição é acionada, mas para os amantes da marca norte americana isso não é defeito, e sim seu charme. Porém, para os que não estão acostumados com motores Harley-Davidson, a moto vibra demais.

Por isso, o melhor mesmo é cair na estrada. Pela frente quase 500 km de rodovias bem pavimentadas e um dia ensolarado. Em sexta marcha a vibração do motor fica quase imperceptível, deixando a viagem mais confortável, e principalmente, econômica. No overdrive, o motorzão da HD fica mais “manso” trabalhando em giros mais baixos. Para ultrapassar, basta reduzir a marcha e enrolar o cabo que o motor responde gradativamente, mas com vigor.

O problema de não ter o para brisa é que o vento vai direto para o peito do piloto, e em velocidades acima de 120 km/h, ou dependendo da direção do vento, pode ser cansativo ficar em cima da motocicleta após algumas horas. Por isso, o melhor mesmo é incorporar o estilo “Easy Rider” e curtir a viagem de uma forma tranqüila e confortável.

Apesar de não ser uma motocicleta indicada para fazer curvas, ela se mostrou muito bem nesse quesito para uma custom, muito pelas pedaleiras mais centralizadas e pela posição de pilotagem. O escapamento duplo, porém, atrapalha um pouco nas curvas para o lado direito e o piloto tem que tomar cuidado para não raspá-lo no chão. A suspensão traseira tem regulagem na pré carga de mola e é muito eficiente.

Seu tanque tem capacidade para 18,9 litros e tem detalhes dignos da marca centenária. Uma tira de couro no meio do tanque com o símbolo da Dyna Superglide junto com o bocal em aço escovado e o marcador de combustível, emoldurados por uma peça de alumínio, dá um toque clássico para o modelo. Durante o teste, rodando em velocidades entre 80 km/h e 130 km/h, o consumo da motocicleta ficou entre 23 km/l e 17 km/l.

Acessórios e customização

Para quem curte moto com um toque personalizado, a linha Dyna é uma opção e tanto. Ela é uma das maiores referências no conceito de fabricação customizada, graças a detalhes exclusivos, como cromo na cobertura do motor, no console central, nas rodas de aço e pintura especial, visual rebaixado, o guidão minni-apehangers, além dos inúmeros itens de personalização que pode receber.

A Harley-Davidson Dyna Super Glide Custom é uma ótima opção para os motociclistas e tem preço bastante atrativo (R$ 34.900) para uma moto 1.600 cm³, além de não ser visada pelos assaltantes. Só para comparação, a Yamaha Midnight Star 950 2011 tem preço sugerido de R$ 31.968,00 e a Shadow 750 2011 versão Standard sai por R$ 28.880.

O jornalista utilizou capacete Reevu MSX1, jaqueta Joc Summer



Fonte:
Equipe MOTO.com.br




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