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Revista MOTO.com.br - Já nas bancas

REVISTA MOTO.com.br - 71ª EDIÇÃO
June de 2009

O incentivo tem que aumentar

A indústria de motos já espera a prorrogação, até o fim do ano, da medida anunciada pelo governo federal no final do mês de março que zerou a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) que vêm incidindo sobre as motocicletas desde o dia 1º de abril e que se estende até 30 de junho.

As projeções da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) são as mesmas divulgadas em dezembro, que seriam revisadas para baixo em razão da queda de vendas no primeiro trimestre, mas que foram mantidas com a isenção da Cofins.

A Abraciclo prevê uma queda de 12% na quantidade de motos emplacadas neste ano, para 1,850 milhão de unidades, ante 2,1 milhões em 2008. Depois de dois meses fracos em termos de emplacamento — em janeiro, foram 124.091 unidades e em fevereiro, 106.490 —, a indústria teve em março um resultado bem melhor com 139.230 motos emplacadas.

Os números representam um recuo de 15% em relação à quantidade emplacada no primeiro trimestre de 2008, com o total de emplacados de 369.811. Para o restante do ano, a Abraciclo prevê o emplacamento de 1.480.185 unidades, o que resulta numa média mensal de 164 mil unidades, que é a mesma verificada nos nove primeiros meses de 2008, período anterior à crise.

Nos carros o IPI também foi reduzido, ficando assim: para carros populares, de até mil cilindradas, cairam de 7% para zero. Para automóveis entre mil e duas mil cilindradas movidos à gasolina, alíquota reduzida de 13% para 6,5%. Para carros flex (bicombustível) e movidos a álcool, a alíquota caiu de 11% para 5,5%. Entretanto, não foi alterada para veículos que tenham mais de duas mil cilindradas.

Sabe-se que a classe C, que representa cerca 80 milhões de consumidores, será ou está sendo pouco afetada pelos efeitos da crise financeira internacional no País e este é o principal público-alvo do mercado de motocicletas, que é atraído por um produto de baixo valor de aquisição, menor custo de manutenção e economia no consumo de combustível.

Uma moto entre 125 e 150 cilindradas custa de R$ 5,5 mil a R$ 7 mil, e com o repasse integral ao consumidor da Cofins zerada, há uma redução entre R$ 165 e R$ 210 no preço ao consumidor. Para muitos motociclistas a isenção da Cofins não passa de uma “esmola”, visto que na prática esta ajuda não passa de 300 reais. Proporcionalmente, com este desconto o possuidor de uma moto não paga documento, IPVA ou até mesmo o seguro, enquanto nos carros a ajuda viabiliza a quitação destes itens.

O pedido e manutenção de alíquotas zeradas já foi feito ao governo federal, e os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e da Fazenda, Guido Mantega, reconheceram a dificuldade de financiamentos para o setor, que não conta com bancos próprios, como as montadoras e o que se espera, além da prorrogação Cofins, é que haja  também a injeção de crédito pelo governo federal para as pequenas e médias instituições que financiam motos no País.

Um grande abraço,
André Jordão.

Equipe Moto.com.br

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