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REVISTA MOTO.com.br - 70ª EDIÇÃO
May de 2009

''Apagão'' na memória

O mês de abril foi, até agora, o mais movimentado do ano. Isso porque as competições começaram a todo o vapor. Por aqui, tivemos o Brasileiro de Motocross, que está muito disputado, o Arena Cross e o Brasileiro de Motovelocidade, que atrasado, começa em maio. Pelo mundo, a MotoGP acelera forte e revela um novo piloto. O AMA SX talvez nunca tenha sido tão acirrado.

O universo do motociclismo gira em alta. Entretanto, no mês passado um assunto gritou mais alto que qualquer começo de competição, o projeto de lei 2650/03. O intuito desta atitude era proibir as motocicletas de trafegarem nos “corredores” formados pelos carros.

Muita polêmica envolveu o tema. Em nosso site, um enorme debate aconteceu e todos pareciam estar realmente preocupados, porém, uma semana depois que o projeto foi vetado — indo para a câmara, aguardando em uma enorme fila —, ninguém mais fala no assunto. Será que é este o caminho?

Carregamos o carma de deixar as coisas para lá e só resolvê-las quando a “coisa” já está feia. Não precisamos agir de tal forma só porque somos brasileiros, podemos continuar fazendo barulho e nos fazer ouvir. Se novamente estes assuntos de suma importância caírem no esquecimento, não teremos moral para cobrar mais tarde.

Lembrando que os deputados que lá estão, sendo o autor do projeto de lei Marcelo Guimarães Filho ou os que conseguiram o veto, Willian Woo e Jair Bolsonaro, têm o nosso aval e devem ser cobrados, sempre, mesmo quando o assunto não está na mídia, até porque é o universo das duas rodas que deve ser priorizado.

Não é a primeira vez que um apagão de memória atinge nossa sociedade. Em 2008 uma discussão acalorada envolveu a vigência da lei que proibia as motocicletas de andarem nas vias expressas das marginais. Também no ano passado chegou a ser discutida a possibilidade de veto ao garupa nos dias de semana. Este ano já falamos das 12 faixas exclusivas para moto, que a prefeitura prometeu até 2012. Resultado: acabaram os protestos, as manifestações e, o mais importante, o debate em prol de respeito e melhorias para a classe dos motociclistas.

Então vamos exercer nosso direito de cidadão, antes de cobrar como motociclista, pois apenas desta forma seremos levados a sério e talvez as nossas reivindicações sejam atendidas antes da polêmica ser instalada. Reclamem, criem e não se cansem; só assim conseguiremos construir uma sociedade mais justa.

Um abraço a todos,
André Jordão.

Equipe Moto.com.br

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