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Revista Moto

REVISTA MOTO.com.br - 56ª EDIÇÃO May de 2008

Da revolta para o triste silêncio

“Polêmicas relacionadas ao setor de duas rodas parecem ter sido esquecidas pelos motociclistas”.

Este é o mês ideal para tratarmos do assunto velocidade em nosso bate-papo, afinal de contas março representa o início das principais competições do esporte a motor; no Brasil e no mundo. Por nossas bandas, temos a abertura dos Campeonatos Brasileiros de Motovelocidade e Motocross, além do Arena Cross como bons exemplos do agito esportivo que está por vir. Pelo exterior, a largada da temporada 2008 da MotoGP é o grande centro das atenções.

Mas não é isso que queremos abordar aqui. Discutiremos, em vez das corridas, a velocidade como os assuntos e problemas são esquecidos neste país que, dias atrás, falava por todos os cantos sobre leis e projetos envolvendo o segmento do motociclismo, mas, de repente ficou calado.

Por toda a polêmica que gerou, a vigência da lei que exigia o selo do Inmetro nos capacetes dos motociclistas foi adiada para junho. Resultado: paramos de falar sobre o tema. Está bem, em meados de maio voltamos ao bate-boca, tudo feito em cima da hora. Não é assim que as coisas funcionam nesta nação?

A Prefeitura da Cidade de São Paulo voltou atrás e decidiu não colocar em prática a ação de impedir o tráfego de motocicletas nas vias expressas das marginais. O motivo foi o interesse do Governo Federal em derrubar o veto do artigo 56 do Código Brasileiro de Trânsito, que proíbe a circulação das motos entre os carros. Resultado: acabaram os protestos, as manifestações e, o mais importante, o debate em prol de respeito e melhorias para a classe dos motociclistas.

Nem mesmo a possibilidade de veto ao garupa nos dias de semana é mais comentada, repararam nisso? Os políticos, ao que parece, resolveram deixar de lado os temas referentes aos veículos de duas rodas. Podem ter percebido que a quantidade de pessoas apaixonadas por motos tem consideráveis chances de causar reflexos nas próximas eleições, que acontecem neste ano, diga-se.

Citamos apenas três, mas poderíamos traçar uma enorme lista de exemplos que perdem facilmente a velocidade na estrada chamada Brasil. E os culpados somos nós, responsáveis pela tarefa de girar o punho para manter as discussões aceleradas, em evidência, para um dia recebermos a bandeira quadriculada e alcançar o topo do pódio.

Nessa corrida, participamos como cidadãos, não somente como motociclistas, pois o prêmio pela vitória é coletivo. E todos o queremos. Basta então corrermos atrás dele ao invés de fugir e fingir que nos importamos com as injustiças.

Um abraço a todos!


Equipe Moto.com.br

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