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REVISTA MOTO.com.br - 53ª EDIÇÃO
May de 2008

Críticas construtivas para 2008

“Setor de motocicleta do país vive momento áureo que pode ser ainda melhor se trabalhado com mais atenção”.

Em termos numéricos, não resta a menor dúvida de que o ano de 2007 foi maravilhoso para o segmento de motos no Brasil. De acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares), foram vendidas 1.358.980 unidades das 1.481.063 produzidas no período entre janeiro e outubro; índices já superiores em relação ao acumulado durante todo o ano de 2006.

Motivos para comemorar? Claro que sim, afinal demonstra o sólido crescimento deste valioso setor. São números suficientes para pensarmos agora — antes tarde do que nunca — com mais ênfase em como alcançar um melhor desenvolvimento da cultura do motociclismo, ainda carente de atenção neste país.

Um simples exemplo do descaso com os motociclistas: estamos no último mês do ano e pouco tem se falado sobre as regras do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que entram em vigor em 2008. A partir de 1º de janeiro, novas normas para o transporte de cargas, bem como para o uso de capacetes passam a valer e muitos seguem com dúvidas sobre o assunto — no site do MOTO.com.br há todos os esclarecimentos.

O preconceito com os motoboys, utilizados para praticamente tudo nos dias atuais, a falta de segurança, a má qualidade de estradas e rodovias, o comércio clandestino de motos, peças e acessórios, a pequena oferta de novidades das fabricantes se comparada à gama de opções oferecidas em outros países... Enfim, são outras constatações de que o motociclismo nacional precisa se desenvolver e muito, além de crescer.

Muitas das cobranças, é verdade, não devem ser feitas somente ao segmento das duas rodas, pois ainda somos uma nação desprovida de um desenvolvimento satisfatório. A falta de educação nas escolas, de governantes honestos, de punições severas aos criminosos, de respeito às leis e de amor ao país — não só em jogos de futebol — acabam por refletir em tudo o que é plantado nesta Terra adorada. O motociclismo é apenas uma das sementes.

Partimos para 2008 sem nenhum representante na MotoGP. Com a aposentadoria de Alexandre Barros e com o fraco investimento dado ao esporte a motor, o retorno do país à principal categoria de motovelocidade do mundo passa a ser indefinido, incerto, de poucas esperanças.

Nas competições nacionais, sejam elas disputadas em asfalto ou terra, torcemos pela divulgação de melhores calendários, recheados com mais corridas e atrações para os torcedores. Lembrando aqui que a CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) elegeu um novo presidente em agosto, Alexandre Caravana Guelman, que prometeu aumentar o incentivo ao esporte. Que tenhamos isso na prática, pois!

É comum ouvir de especialistas do setor a afirmação de que o motociclismo brasileiro é uma enorme mina de ouro. “Quando receber a devida atenção, vai ser um imenso sucesso”, dizem. Que tal levarmos então mais a sério essa crença e fazer com que o futuro de amanhã seja antecipado?

Estamos no fim de mais um ano, uma boa hora para refletir sobre as coisas boas e ruins que passaram, mas também para pensar em soluções para o progresso, porque capacidade e condições de vencer nós temos de sobra.

Um Feliz Natal a todos e um Ano Novo repleto de alegrias e conquistas aos amantes de motocicleta!

Equipe MOTO.com.br

Equipe Moto.com.br

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