RALLY BOLPEBRA 2006

Competição exclusiva para motos já tem mais de 70 inscritos.

Por Thiago Fuganti

Aventuras por três países, trilhas diversas, regiões atraentes e muita disputa sobre duas rodas. Sob este cenário será realizado o Rally Bolpebra 2006, exclusivo para motos e organizado pela Federação de Motociclismo do Estado do Acre.

Na noite da última terça-feira, foi promovido o lançamento oficial do evento, cujo nome vem da junção dos países por onde o comboio de motociclistas passa: Bolívia, Peru e Brasil.

Agendado para o mês de outubro, entre os dias 24 e 28, o rali valerá como etapa de peso dois no Campeonato Brasileiro de Rali Cross-country, assim como o Rally dos Sertões. Até o momento, 78 pilotos se inscreveram, sendo 28 peruanos, dois bolivianos e o restante de brasileiros.

O Bolpebra foi criado no ano 2000 e ganhou destaque junto às federações nacionais e internacionais, além de pilotos de diversas regiões do país e das nações vizinhas. “Por ser um rali exclusivo para motos, podemos pensar em trilhas e caminhos que com carros e caminhões fica impossível”, disse Cassiano de Oliveira, organizador da prova. “Teremos vários trechos de trilha fechada, por dentro da Selva Amazônica”, contou.

A mistura de selva com a Cordilheira dos Andes será um dos principais destaques da competição neste ano, assim como o atrativo de ser a primeira vez que o rali terminará na cidade peruana de Cuzco, antiga capital do império Inca.

A altitude máxima no percurso será de 4700 metros, no topo da passagem pela Cordilheira, que será apenas de deslocamentos. “Esse trecho seria uma especial, mas é uma região que não admite erros, então deixamos apenas como deslocamento. Algumas pessoas podem passar mal no caminho se fizer muito esforço, mas geralmente não tem problema algum”, explicou Cassiano.

A vacina contra febre amarela é obrigatória para os inscritos e precisa ser tomada com pelo menos dez dias de antecedência para que faça efeito. Os organizadores garantem que os índices de malária e febre amarela são baixos na região em que o rali vai passar, mas não custa nada a prevenção.

O rali começará com a vistoria técnica, prólogo e a largada promocional na cidade do Rio Branco, capital do Acre. No dia seguinte, será disputada a primeira especial, de 450 km e com destino a Cobija, na Bolívia. Na seqüência, os pilotos voltarão a passar pelo Brasil, com trechos da Selva Amazônica, e fecharão a especial em Puerto Maldonado, já no Peru.
 
Numa das noites, os competidores irão dormir na vila de Quincemil, com cerca de três mil habitantes, a 800 metros de altitude. O rali ficará acampado até partir, no dia seguinte, para Cuzco, o ponto final da aventura, nos Andes Peruanos.

Os trâmites alfandegários para a passagem de fronteiras serão feitos pela própria organização. E nenhum participante terá problema para chegar aos países vizinhos, já que um dos patrocinadores da prova irá garantir transporte gratuito das motos inscritas até Rio Branco.


Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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