Na volta do Dakar, Jean concede entrevista

Vencedor da penúltima especial do rali classificou os contratempos como falta de sorte.

Por Leandro Alvares

Jean Azevedo desembarcou ontem no Brasil, após ficar praticamente um mês fora de casa em função da disputa do Rally Dakar. O melhor representante brasileiro na categoria motos aproveitou a chegada para conceder uma entrevista coletiva, na qual falou sobre os principais momentos da 29ª edição do mais charmoso evento off-road do planeta.

A prova foi realizada entre os dias 6 e 21 de janeiro, tendo como ponto de partida a cidade de Lisboa, em Portugal, e como destino a capital do Senegal, Dakar. O campeão na classe das máquinas de duas rodas foi o francês Cyril Després. Azevedo ficou em 25º e teve como grande mérito a vitória alcançada na penúltima especial.

“O meu objetivo era chegar entre os cinco primeiros, mas tive graves problemas que me obrigaram a mudar os planos”, comentou. Na sexta etapa, a moto de Jean sofreu uma pane elétrica, deixando o piloto da equipe Petrobras parado no meio do deserto por quase oito horas, até ser resgatado pela equipe de apoio.

No dia seguinte, uma falha na conexão de combustível com o tanque traseiro fez com que a gasolina vazasse, e Azevedo acabou perdendo uma hora pedindo combustível aos demais concorrentes para conseguir terminar a etapa. O competidor, que ocupava a décima posição na tabela geral, caiu para 79º.

“Passei então a fazer uma corrida de recuperação, pensando no melhor que poderia fazer em cada etapa”. Azevedo conseguiu a proeza de ficar entre os dez mais rápidos em todas as etapas da segunda metade da prova. Dos 14 estágios cronometrados, ele esteve no top 10 em dez deles.

Como se fosse um prêmio pelo bom desempenho, o brazuca conquistou a vitória no penúltimo dia do rali, no trajeto entre Tambacounda e Dakar, no Senegal. “Foi muito bom porque recompensou o trabalho da equipe, o meu empenho e também o do Geraldo Lima, meu mecânico”, destacou.

Os problemas que Jean teve ao longo da prova foram qualificados por ele como falta de sorte e não causados por falhas mecânicas de sua KTM, que na opinião do corredor se comportou muito bem na média. “No Dakar não tem jeito. Diria que, para conseguir um bom resultado, tem que haver uma somatória de 50% de pilotagem, 40% de equipamento e 10% de sorte”, afirmou.

A 20ª participação no Rally Dakar trouxe para a equipe Petrobras e seus fornecedores uma série de informações técnicas e estratégicas, consideradas o passo inicial da preparação do time para a temporada de 2007 e a participação no Dakar 2008.

Os planos da empresa são de disputar os campeonatos Paulista e Brasileiro de Rally Cross-Country, o Rally dos Sertões 2007 e também algumas etapas do Mundial de Rally, como as do Egito e de Dubai, que foram disputados por Jean Azevedo em 2006. Outra prova que pode entrar na agenda do brasileiro é o Rally da Argentina, também válido pelo Mundial.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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