Daniel Guelman: uma semana de saudades

Confira trechos de uma entrevista feita com o jovem carioca em junho do ano passado.

Por Leandro Alvares

Há uma semana, o motocross brasileiro perdia uma de suas jovens promessas, um garoto que além da habilidade e competência nas pistas, encantava as pessoas pela simpatia, educação, determinismo, felicidade; era querido por todos: Daniel Guelman.

O pequeno carioca, que cursava a sétima série do ensino fundamental, era um menino repleto de sonhos e objetivos. E que admitia, caso não fosse piloto, o interesse de ser jogador de futebol, sua outra paixão.

Fora das pistas, Guelman possuía uma rotina bastante ativa. “Estou sempre fazendo alguma coisa, seja andando de patins ou de bicicleta”, disse em uma entrevista ao site do Arena Cross, no ano passado. “Eu também como de tudo, não tenho nenhuma alimentação especial”, acrescentou na ocasião.

Embora estivesse no início da adolescência, o niteroiense demonstrava ter uma visão de mundo bastante madura. “O esporte tem ajudado a me preparar para o futuro, pois a competição é grande, como também são as cobranças”, dizia.
 
Sua carreira no motociclismo começou em 2000, quando ainda aos seis anos sagrou-se campeão carioca de 50cc. Com o passar dos anos, a coleção de títulos só foi aumentando: tricampeão carioca de Supercross nas 50cc; campeão brasileiro de motocross nas 50cc em 2002, vencendo 10 das 11 etapas; campeão carioca de supercross e motocross nas 65cc em 2004 e 2005; campeão brasileiro de supercross nas 65cc em 2005; bicampeão do Arena Cross nas 65cc (2005 e 2006); e campeão carioca de supercross nas 65cc em 2006.

Diante desse respeitável currículo, Guelman tinha muito bem definido o seu maior sonho de corredor. “Quero, quem sabe um dia, ser campeão Mundial. Acho que quem sonha pequeno nunca chega muito longe”, afirmara.

O triste fim da trajetória

Guelman sofreu um grave acidente durante o warm-up da terceira etapa do Campeonato Brasileiro, disputada no dia 29 de abril na cidade gaúcha de Carlos Barbosa, e não resistiu aos ferimentos.

A morte do competidor ocorreu na manhã da última quarta-feira, no Hospital Tacchini, em Bento Gonçalves (RS). O enterro foi feito no dia seguinte, no Cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ).

Pelos diversos comentários deixados na notícia de sua morte, ficou evidente o enorme carinho dos fãs e amigos por Daniel, que já deixou muita saudade. E merecerá sempre ser lembrado.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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