COLETIVA TRIAL INDOOR

Pilotos antecipam a emoção da inédita etapa brasileira do Campeonato Mundial.

Por Thiago Fuganti

Se a etapa brasileira do Campeonato Mundial de Trial Indoor já era bastante aguardada pelos amantes da emoção sobre duas rodas, então se tornou ainda mais após a entrevista coletiva do evento realizada na manhã desta sexta-feira, no Hotel Holiday Inn, no Parque Anhembi.

No centro das atenções estavam nada menos do que os sete principais competidores da categoria que une técnica, perícia e equilíbrio: Adam Raga, Albert Cabestany, Jeroni Fajardo, Toni Bou, Dougie Lampkin, Takahisa Fujinami e Tadeusz Blazusiak. Entre essas feras também figurou Walter Fernandez, campeão brasileiro da modalidade.

“Eu queria participar da etapa brasileira do Mundial, mas não poderei porque seria preciso eu ter disputado alguma prova no exterior, o que almejo para este ano”, disse Fernandez, que tem como objetivo na carreira chegar ao nível dos pilotos internacionais. “Sei que tenho potencial para enfrentá-los, mas há um longo caminho para eu realizar este sonho. Se tivesse que dar uma nota, diria que hoje eles são nota dez e eu cinco”.

E por falar nos estrangeiros, mostraram-se bastante entusiasmados com o país latino-americano. “O clima é muito agradável, as pessoas são muito receptíveis e as mulheres muito bonitas”, afirmou o líder do campeonato, o espanhol Adam Raga.

Com possibilidades de conquistar o seu quarto título na categoria na noite deste sábado, Raga explicou que a situação não se encontra tão fácil quanto parece. “Minha vantagem é de 15 pontos sobre o vice-líder e ainda faltam três provas para o encerramento do certame. Portanto, muita coisa pode acontecer”, ressaltou o líder, que ponteia a tabela de pilotos com 85 pontos.

Quem fez questão de defender as palavras de Raga foi o segundo colocado na classificação, o também espanhol Albert Cabestany. “Estou em uma situação desconfortável, mas ainda temos muitos pontos em jogo e nesse tipo de competição as coisas mudam com muita facilidade”, destacou.

Para vencer no Trial Indoor é preciso superar inúmeros obstáculos artificiais em uma grande arena, num duelo constante contra o relógio, afinal, o primeiro colocado precisa completar o trajeto no menor tempo possível. “Eu venci a última corrida, em Portugal, e quero repetir o feito aqui”, avisou Cabestany.

Na sessão de fotos para a imprensa, os protagonistas da briga pelo título de 2006 demonstraram irreverência e animação, principalmente quando posaram como lutadores de boxe. “Não pretendo mudar de esporte. Meu futuro é nas motos”, brincou Raga.

Quem também se divertiu no bate-papo foi o japonês Takahisa Fujinami. Com dificuldades para entender as perguntas feitas em inglês, o campeão japonês de Trial se arriscou no espanhol. Mas quando podia, deixava os outros pilotos responderem em seu lugar. “O Japão tem se destacado neste esporte e fico feliz por contribuir nesse cenário”, resumiu.

Iniciado em janeiro, o Mundial de 2006 já passou pela Inglaterra, França, Espanha, Itália, Irlanda, Rússia e Portugal. A prova brasileira será a décima e antepenúltima do acirrado certame, que ainda se encaminhará para a Argentina (dia 11 de março) e novamente para a Espanha (18 de março).

O 1º Trial Indoor Repsol Cidade de São Paulo — realizado no ginásio da Portuguesa, zona norte da capital paulista — leva o patrocínio da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação, que também marcou presença na coletiva.

“Sinto-me feliz por estar presente a um acontecimento de extrema importância para São Paulo”, afirmou  o Secretário de Esportes, Heraldo Corrêa, que fez parte da mesa de organização do Trial. “Quero ainda salientar que fui convidado para assistir à etapa Argentina e que irei me encontrar com o prefeito de Buenos Aires para conseguir um acordo entre as cidades, a fim de aproximarmos os dois países por meio do esporte”, revelou.

Esta não será a primeira vez que o Trial Indoor desembarca no Brasil. Em 1985, o campeonato realizou uma etapa no Ibirapuera, da qual um brasileiro esteve entre os participantes. “Ser considerado um veterano da modalidade me deixa muito orgulhoso”, disse Carlos Coachman, outra presença ilustre no evento desta manhã.

“É importante para o motociclismo brasileiro e para a cidade que um evento como este aconteça aqui. Eu participei do Trial Indoor do Ibirapuera em 1985 e é uma satisfação enorme poder colaborar para a realização deste evento. E para quem gosta de motos esta prova é imperdível,” destacou o representante da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM).

A prova brasileira está marcada para as 20h de amanhã, devendo reunir cerca de nove mil pessoas. Os jornalistas que ainda não solicitaram credenciamento para a cobertura do têm até hoje para fazê-lo, por meio do site da Vipcomm (www.vipcomm.com.br). Os ingressos estão sendo vendidos pelo site da TicketMaster e em todos os pontos de venda da empresa — os locais podem ser conferidos no portal. O preço é de R$ 20 e estudante paga meia entrada.


Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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