1º Enduro com motos elétricas começa hoje

Com apoio da FIM, competição off-road ecológica acontece paralelamente à Conferência da ONU.

Por André Jordão

Arthur Caldeira

Com o propósito de mostrar ao mundo que o esporte a motor pode ser ambientalmente sustentável, ex-pilotos e a União Dinamarquesa de Motociclismo vão organizar, em Copnehague, o primeiro enduro internacional exclusivamente para motocicletas elétricas. O Eco Enduro acontece neste final de semana e quer mostrar aos governantes presentes à Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas na capital dinamarquesa que o motociclismo está preparado para buscar alternativas que reduzam o impacto negativo do esporte no meio ambiente. O evento conta ainda com o apoio e supervisão da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), além da participação de diversos pilotos de renome internacional.

“O Eco Enduro vai demonstrar que as motos elétricas podem participar de uma competição de enduro emocionante, sob as normas da FIM. O que certamente vai nos estimular a projetar o caminho do esporte. Vamos mostrar ao mundo que o motociclismo está acelerando para se preparar para o futuro”, declarou Vito Ippolito, presidente da FIM.

O Eco Enduro é organizado pelo piloto dinamarquês Ivan Reedtz-Thott,  atual vice-campeão mndial de quadriciclos, e pela editora Scandinavian Racing Press, que tem revistas e sites sobre motocicletas, sob a supervisão da Federação Dinamarquesa de Motociclismo. A prova começa amanhã, 11 de Novembro, e vai até domingo. Os dois primeiros dias serão disputados como qualquer outra prova de Enduro, de acordo com as regras internacionais, em Strandegaard, 80 km ao sul de Copenhague. No domingo, para atrair a atenção da imprensa mundial, vai acontecer no centro da capital dinamarquesa uma prova de motocross em circuito fechado.

Pilotos de todo o mundo também apoiaram a iniciativa. A lista das estrelas é encabeçada pelo belga Joël Smets, cinco vezes campeão mundial de motocross, o norueguês Pal Anders Ullevalseter, campeão mundial de Rally em 2004, e a sueca Annie Seel, ex-campeã mundial de Rally entre as mulheres.

A competição

Os pilotos serão divididos em quatro categorias de acordo com a motocicleta utilizada. Na Pro I vão competir as motos da marca Suíça, Quantya, com preparação especial. Na Pro II, as motos Quantya terão de ser originais, como são comercializadas. Na Pro III, vão correr os modelos Zero MX da americana Zero Motorcycles. A categoria Proto vai permitir a participação de qualquer outra moto, desde que seja movida a eletricidade e não emita poluentes. Outra exigência é que as motos tenham autonomia para 15 km e tempo máximo de duas horas de recarga.

Nos dois primeiros dias, os pilotos vão percorrer trechos similares aos enduros convencionais com distâncias de até 25 km. No domingo, a pista em circuito fechado vai mesclar trechos de terra, como no motocross, e de asfalto, como na modalidade supermoto.

Apesar das estrelas que vão participar do evento não há favoritos ao título. Por
enquanto, o vencedor é apenas o meio ambiente. Pois o motociclismo mundial está provando que o esporte a motor pode ser emocionante, mesmo sem fazer barulho, uma das características das motos elétricas, e até sem poluir.

Conheça a suíça Quantya

O Salão de Milão (Eicma 2009), realizado mês passado na Itália, também focou a preservação do meio ambiente. A feira dedicou um espaço exclusivamente para veículos híbridos e elétricos. Batizado de “The Green Planet” (Planeta Verde), o local reuniu fabricantes italianos, ingleses, austríacos, alemães, suíços e até um sulafricano.

Destaque para a  Quantya SA – Swiss Electric Movement. A empresa suiça apresentou no maior salão de motos do planetas os modelos Track (off-road) e Strada (motard). Com motor elétrico que gera 12 cv de potência máxima e 3 kgf.m de torque máximo, a Quantya Track é moto perfeita para a prática de atividades fora de estrada. Conta com suspensões Marzocchi Shiver (dianteira) e Sachs (traseira), além de freio à disco em ambas as rodas, aros de alumínio e pneus de cravos. No total, o conjunto pesa 93 kg.

A reportagem da INFOMOTO teve a oportunidade de rodar com o modelo em um dos pavilhões do Salão de Milão. A moto surpreende pela ciclística acertada e também por seu torque. A velocidade máxima chegou a cerca de 75 km/h. Mas há no punho esquerdo um outro manete (menor) que aciona um segundo estágio do motor elétrico, mais potente. Assim, parece que um “turbo” entra em ação e despeja mais energia para o sistema de transmissão. Há um ganho de cerca de 10 km/h.

A autonomia varia, segundo o fabricante, entre 30 e 180 minutos, já que tudo depende da “mão do piloto”. E o ciclo de recarga dura uma hora para que as as baterias de íon-lítio estejam com carga máxima. A Quantya Track custa cerca de 8 mil Euros.


Fonte:
Agência Infomoto

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