YAMAHA ESTRÉIA NOVA M1

Evolução do equipamento será testada nos primeiros treinos do GP da França.

Por Thiago Fuganti

A grande dificuldade enfrentada pela Yamaha vinha sendo a alta vibração do modelo, especialmente nas tomadas de curva. Some-se a isso a baixa adaptação aos compostos da Michelin, outro fator determinante para a aposta numa evolução da máquina.

Na nova moto, Rossi deve encontrar muitas semelhanças àquela utilizada por ele no ano passado. Depois de estudar o conjunto de 2005, a Yamaha achou por bem se valer das características dela, a vencedora de 11 das 16 corridas disputadas no certame anterior.

Exceção feita ao GP do Qatar, vencido pelo “Doutor”, as demais etapas de 2006 foram ruins para as motocicletas amarelas. O último domingo foi o ápice dos maus desempenhos: o italiano largou num modesto 13º lugar e abandonou com problemas de pneu quando restavam cinco voltas para o fim.

“A prova da China foi a segunda que passamos em branco, sem pontos. E em ambas as situações a culpa pelo resultado foi nossa”, comentou Rossi. “Definitivamente a sorte não tem nos ajudado, mas temos de agir depressa e solucionar os problemas porque vamos encarar uma série de GPs importantes, a começar pelo de Le Mans”, alertou o piloto.

De acordo com Davide Brivio, diretor do time, os engenheiros trabalharam pesado para deixar a moto pronta para os treinos desta sexta-feira. E o termômetro para saber se Rossi usará ou não a nova M1 serão, de fato, as primeiras sessões de treinamento na França. “Vamos comparar as duas versões e também utilizar os testes pós-corrida, de segunda-feira, para prosseguir com o desenvolvimento”, contou o dirigente.

Ao contrário dos últimos anos, Rossi aparece distante da liderança do campeonato. O piloto é o sexto da tabela, com 40 pontos. À sua frente estão Nicky Hayden (líder com 72), Loris Capirossi (59), Daniel Pedrosa (57), Marco Melandri (54) e Casey Stoner (52).

Fórmula 1 volta a ser assunto para o piloto

Quando os rumores sobre Valentino Rossi na F-1 pareciam enfraquecidos, eis que surge uma nova lenha para a fogueira. As apostas, neste momento, são de que o italiano de 25 anos possa iniciar sua trajetória no automobilismo pela equipe Red Bull.

Com Kimi Raikkonen — atualmente na McLaren — tido como certo na Ferrari em 2007, as chances de Rossi guiar pela escuderia de Maranello diminuíram. Além disso, há grande possibilidade de Michael Schumacher seguir por mais algum tempo na equipe, o que inviabilizaria a chegada do multi-campeão das motos.

A saída, portanto, seria o time do “touro vermelho”, que utiliza motores da Ferrari e que também está à procura de um piloto de renome para a próxima temporada. Até o momento, no entanto, nenhuma das partes comentou o assunto.

O futuro de Rossi, segundo ele mesmo afirmou, será revelado no mês de junho. Comenta-se que o anúncio irá acontecer no dia 4, durante o GP de Mugello de MotoGP. Esta pista, por coincidência, é uma das casas da Ferrari para testes particulares.





 


Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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