Rossi dá a entender que ficará na Yamaha

Depois de faturar o GP da China, Valentino Rossi já sente mais confiança na equipe.

Por Adilson

Valentino Rossi deu a entender que ficaria feliz em permanecer na Yamaha no futuro, depois de retornar da vitória no GP da China no último final de semana.

O sete vezes campeão do mundo, que ganhou o último título em 2005, ameaçou deixar a equipe japonesa no final do seu contrato, que termina no final desse ano, se a moto não provasse ser competitiva o bastante.

“Vamos ver se o motor melhora. Se for aperfeiçoada podemos esperar por mais um ano, se não, amém. Eu tenho ótimo relacionamento com ambas as equipes, mas certamente gosto mais da Ducati, pois também é italiana”, disse Rossi em novembro do ano passado.

Mas o italiano gostou do forte começo de 2008, com três pódios nas últimas três corridas, incluindo a vitória em Xangai no último domingo. Rossi declarou que não será fácil tomar uma decisão sobre seu futuro.

“Depois que o motor falhou em Valência (em 2007), estava claro para mim que deixaria a equipe se a moto não se tornasse competitiva”, se lembrou Rossi ao dizer ao jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”.

“Parece que eles escutaram a mensagem e a Yamaha está mostrando empenho que podem melhorar. Vendo os resultados, provavelmente decidirei meu futuro em breve”, comentou.

O italiano admitiu que está aliviado em retornar ao degrau mais alto do pódio, que não vinha desde o ano passado em Portugal.

“Quando você não vence, tudo se torna mais difícil. Certamente foi um período conturbado. Eu senti falta de vencer, pois o sentimento quando você passa em primeiro lugar pela bandeira quadriculada é única. Somente quando você ganha se tem a sensação de ter feito seu trabalho da melhor maneira possível”, disse.

“Todos esperavam que eu fosse muito rápido desde o começo. Nós precisamos de algum tempo para adaptar o modelo M1 com os pneus, mas depois de algumas dificuldades, veio a maravilhosa vitória na China”, acrescentou.

“Foi muito bom, pois com os compostos da Bridgestone eu consegui andar forte da primeira à última volta, na liderança e com grande confiança”, disse.

O piloto da Yamaha disse, mesmo não conseguindo as vitórias, que nunca duvidara da mudança de pneus e que era a escolha certa para ele.

“Eu sabia que mais cedo ou  mais tarde seríamos competitivos, e mais que tudo, eu perdi a fé na Michelin”, desabafou.

“Com a Bridgestone você sempre sabe o que tem à sua disposição. Com certeza os dois fabricantes estão pertos em performance este ano, mas com a grande disparidade em 2007, eu não quero arriscar de novo”.

“Eu precisava de uma mudança e de novas motivações. A Michelin, obviamente, está fazendo de tudo para provar que eu estou errado”.

O "Doutor", nove pontos atrás de Daniel Pedrosa na classificação, alertou que não se pode colocar o campeão Casey Stoner de fora da briga ainda, pois teve alguns problemas depois de ganhar a etapa de abertura.

“Cuidado para não considerar Stoner acabado. Ele provavelmente não escolheu os pneus certos aqui, mas fez uma ótima corrida apesar disso. Com certeza a Ducati é forte, mas esse ano a Yamaha e a Honda fizeram mais melhorias”, finalizou.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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