ROSSI COMPLETA 27 ANOS

Confira um pouco da trajetória do astro das duas rodas na Motovelocidade.

Por Thiago Fuganti

O gênio das motos, o franzino italiano de cabelos enrolados, comemorou nesta quinta-feira o seu 27º aniversário. Valentino Rossi, sete vezes campeão mundial de motovelocidade, tornou-se um dos maiores pilotos da história do motociclismo muito precocemente. E no auge da carreira, ainda jovem, só demonstra apetite para ampliar o quadro de conquistas.

A trajetória gloriosa do “Doutor” teve início em 1996, quando estreou na categoria das 125cc, pela Aprilia. Logo de cara, na etapa da República Tcheca, arrebatou a primeira pole position e a primeira vitória, deixando a pista de que seu nome causaria muitas dores de cabeça para os adversários.

A comprovação do enorme talento de “Vale” veio no certame seguinte, com a conquista do primeiro título, após subir 11 vezes no degrau mais alto do pódio. Com o dever cumprido na categoria, transferiu-se para as 250cc em 1998 — ainda como piloto da Aprilia — e já partiu em busca de uma nova proeza, mas teve de se contentar com o vice.

Em 1999, porém, Rossi foi impecável: nove vitórias, 309 pontos e a taça de campeão para o competidor mais jovem da categoria a vencer um campeonato. Faltava então as 500cc, para a qual seguiu no ano 2000.

De casa nova, Rossi levou a equipe da Honda a duas vitórias e obteve o vice, ficando atrás somente do campeão Kenny Roberts Jr. Mas o que estaria por vir nos certames seguintes era a hegemonia de um astro: prova disso foram as 11 vitórias em 16 provas e os 325 pontos alcançados com a moto de número 46 na temporada de 2001, em seu primeiro título nas 500cc.

Com a extinção dessa categoria em 2002, Rossi então ditou o comando da nova MotoGP. Novamente 11 vitórias em 16 corridas e o tranqüilo bicampeonato mundial. Em 2003, o tricampeonato com duas etapas de antecipação, no GP da Malásia. No saldo de conquistas, venceu oito provas e ainda teve uma vasta vantagem de 80 pontos em relação ao vice, Sete Gibernau.

O grande alvoroço no final daquela temporada foi a mudança de equipe por parte do campeão. Deixou a fortíssima Repsol Honda para encarar o desafio de reerguer a Yamaha, que não vencia um mundial desde 1992.

O que poucos acreditavam é que já na primeira corrida com a máquina azul o tricampeão cravaria a pole e conquistaria a vitória número um na nova equipe. No ano, seriam oito vitórias e mais um título; o fim do jejum da montadora japonesa e o sexto caneco para a prateleira de troféus do italiano.

No ano passado, restando quatro corridas para o término do mundial, Rossi mostrou por que é um dos melhores pilotos da história. Conquistou o segundo título com a Yamaha, sem dar chances para a concorrência. Foram 11 vitórias em 17 etapas e a impressionante façanha de 16 pódios.

Em seu currículo na MotoGP, Rossi acumula 53 vitórias, 81 pódios, 31 poles e 45 voltas mais rápidas. E se não bastasse a genialidade nas duas rodas, o piloto também tem se mostrado habilidoso e interessado nas categorias de automóveis, em especial a F-1. Já realizou algumas sessões de testes pela Ferrari, equipe que, de acordo com os rumores da imprensa internacional, pensa em contratá-lo para a temporada 2007.

Neste ano, correndo de amarelo — em função do patrocínio da Yamaha com a Camel — Rossi aparentemente terá mais dificuldades para chegar ao octocampeonato. As equipes adversárias, em especial Repsol Honda, Ducati e Fortuna Honda, têm se mostrado fortes nos testes de pré-temporada, fato que contribui para um eletrizante mundial. Resta esperar para ver se o oitavo título se tornará realidade.



Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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