Rossi ainda espera uma dura batalha na MotoGP

Italiano ainda espera dificuldades na briga pelo título, mesmo dominando as últimas corridas.

Por Adilson

A vitória de Valentino Rossi no último domingo, no GP de Mugello, na Itália, pela sétima vez consecutiva fez com que o italiano abrisse um pouco mais a vantagem sobre Daniel Pedrosa, da Honda, que agora são de 12 pontos.

Rossi venceu as últimas três corridas e é o único piloto a conseguir mais de duas vitórias até agora na temporada. Mesmo assim, o piloto da Yamaha acredita que Pedrosa ainda não está morto na competição e que buscará o título.

“Obviamente o campeonato é meu principal objetivo, mas não será fácil, pois Pedrosa ainda está muito perto”, disse Rossi ao jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”. “Nunca me senti tão bem, a moto está boa e os pneus Bridgestone estão melhorando a cada corrida”, comentou.

Rossi ganhou em casa esse fim de semana usando os compostos da Bridgestone pela primeira vez, terminando com o domínio da Michelin em Mugello, que já durava 17 anos.

O heptacampeão admitiu que a decisão de mudar os compostos de pneu para a Bridgestone, no final do ano passado, não foi nada fácil, e revela ainda que foi pressionado pela sua equipe.

“Eu sei, não foi nada fácil a decisão de mudar o fornecedor de pneus, pois corri um risco muito grande. Eu precisava vencer essa corrida em especial (Mugello), pois era sempre vencida pela Michelin”, declarou o italiano.

“Três vitórias consecutivas e a liderança do campeonato consolidada. Precisamos continuar nesse caminho”, disse Davide Brivio, chefe da equipe Yamaha. “Tem sido um árduo trabalho, mas estamos orgulhosos da nossa equipe, e isso é o mais importante”.

Brivio disse que o segredo para o retorno da Yamaha nessa temporada é trabalho duro.

“O segredo foi o massivo trabalho que foi feito durante o inverno pelos técnicos e engenheiros da Yamaha, que tentaram sanar os problemas de 2007”, comentou.
“Sempre dissemos que nosso motor estava um pouco lento no último ano, então trabalhamos duro na potência para tentar resolver isso. Depois fizemos uns ajustes na suspensão e na parte elétrica, então redefinimos a moto sem revolucionar. A estática da moto é bem parecida com a do ano passado, mas seu “coração” é diferente”, declarou.

“Valentino tem uma grande parcela nisso tudo, especialmente no modo como ele se doou para equipe na pré temporada, no inverno”.

“Um cara como ele, 29 anos e sete vezes campeão do mundo, não é só talento, e sim uma grande preparação física e psicológica. Ele é muito focado e motivado e esse é um dos nossos maiores segredos”, finalizou Brivio.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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