HOPKINS GUIA F-1 NA ESPANHA

Norte-americano pilotou uma Toro Rosso. Vitantonio Liuzzi experimentou a Rizla Suzuki.

Por Leandro Alvares

O ano de 2006 deixou bem visível a relação de “amizade” existente entre o mundo da Fórmula 1 e o da MotoGP. Após Valentino Rossi e Max Biaggi experimentarem os bólidos de quatro rodas, foi a vez de John Hopkins acelerar um monoposto, num evento da Red Bull que promoveu um troca-troca com o italiano Vitantonio Liuzzi, que guiou a moto da Rizla Suzuki.

A experiência aconteceu na manhã desta quarta-feira, em Valência, na Espanha, deixando o norte-americano da categoria de duas rodas bastante eufórico. “Aguardei a chegada deste dia com muita ansiedade por várias semanas. Desde o molde do banco, esperava que essa oportunidade viesse logo, e hoje um sonho virou realidade”, afirmou o piloto.

“No começo eu me senti um pouco perdido no cockpit, principalmente quando vi aquele volante cheio de botões. Mas aos poucos eu fui me acostumando com tudo, e quando percebi que o mais importante nesses carros é manter os pneus aquecidos antes de fazer as curvas, as coisas passaram a ser ainda mais fáceis”, contou.

O melhor giro cravado por Hopkins foi de 1min19s8, num traçado em que os competidores da F-1 costumam virar entre 1min08s e 1min11s. “Quem olha de fora pensa que é simples acelerar essas máquinas. Não é bem assim, eu rodei várias vezes neste ensaio até compreender os detalhes do modelo”, lembrou o estadunidense.

Enquanto isso na motocicleta, Liuzzi não poupou palavras ao expressar a sensação de comandar o equipamento de 990cc. “Foi um orgasmo, extremamente bom, foi ótimo", afirmou. "Sempre amei motos, mas depois de hoje, eu passei a amar ainda mais porque os caras que andam com isso são incríveis e não são humanos”, definiu.

“A moto parece um cavalo louco e é muito difícil de controlar nas tomadas de curva. Eu confesso que deu vontade de andar mais rápido, mas me contive pois ‘senti’  a sombra de Franz (Tost) e Gerhard (Berger) avisando para que eu tivesse cuidado”, brincou o corredor italiano, em referência aos seus chefes de equipe na Toro Rosso, escuderia filial da Red Bull.

Depois do teste, ambos os pilotos concordaram em — quem sabe — trocar de categoria um dia. “Eu adoraria correr com essa moto”, ressaltou Vitantonio. “Eu também não acharia nada ruim se pudesse disputar uma etapa de F-1. Não custa imaginar”, completou Hopkins.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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