CBM se pronuncia sobre punições

Entidade revela que todas as motos foram aprovadas na vistoria pós-etapa de Cascavel.

Por Leandro Alvares

A CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) resolveu se pronunciar sobre o polêmico assunto das desclassificações de pilotos ocorridas na penúltima etapa do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, disputada no mês passado no Paraná.

Em Cascavel, Alecsandre Brieda e Maico Teixeira, da categoria Hornet, foram punidos por terem competido com motos irregulares. Indignado com o episódio, “Doca” apelou da decisão e enviou um e-mail de desabafo ao “MOTO.com.br”, que foi publicado na semana passada.

Segundo a entidade máxima do motociclismo nacional, as punições aconteceram por culpa dos próprios pilotos. Confira o comunicado distribuído pela Confederação:

A CBM não puniu ninguém. Na vistoria normal realizada pela entidade, todas as motos foram aprovadas. Isso porque a Confederação faz a vistoria checando apenas alguns itens primordiais, que realmente influenciam no desempenho do piloto.

O que aconteceu é que, não satisfeitos com os resultados obtidos na pista, alguns pilotos tentaram se aproveitar de brechas do regulamento para desclassificar os seus rivais.

Alecsandre “Doca” Brieda, por exemplo, entrou com dois recursos para o júri de prova. Um contra o piloto William “Pamonha” Pontes, reclamando da arruela de regulagem da agulha do carburador. Outro contra Maico Teixeira, protestando contra a bolha da carenagem da moto, que não era homologada.

O próprio piloto viu que a moto de William “Pamonha” Pontes estava regular e que a peça estava dentro do regulamento. Já no caso de Maico Teixeira, o protesto foi aceito e o piloto foi desclassificado, mesmo sabendo que a bolha da carenagem da moto não teria nenhuma influência no desempenho do piloto.

Sabendo do protesto contra sua moto, Teixeira agiu da mesma maneira contra Doca, reclamando que o piloto utilizava uma proteção de amianto no escapamento. A utilização da peça é proibida no mundo inteiro, pois amianto é uma substância cancerígena e que coloca em risco a saúde dos pilotos. Além disso, mantém o freio mais refrigerado, fazendo com que os pilotos tenham uma vantagem comparativa. Julgado o caso, o piloto também foi punido e desclassificado. Ao final da prova, Doca reclamou que outros pilotos também utilizavam a proteção de amianto.

Gostaríamos de deixar claro mais uma vez que a punição não foi feita pela Confederação Brasileira de Motociclismo, que julgou todas as motos liberadas para competir. Apenas julgamos casos específicos de recursos solicitados por pilotos. No caso da peça de amianto, o único recurso que recebemos foi contra a moto de Alecsandre “Doca” Brieda.

Lembramos também que os pilotos que não concordam com a decisão podem recorrer mais uma vez à Comissão Julgadora da CBM. Esta é composta por outras pessoas, diferentes do júri de prova.


A etapa de encerramento do campeonato acontecerá no dia 15 deste mês, no circuito paulista de Interlagos.


Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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