Bridgestone reflete sobre sucesso na China

Marca japonesa ajudou Valentino Rossi de forma determinante a voltar às vitórias em Xangai.

Por Adilson

A primeira vitória de Valentino Rossi desde que se mudou para a Bridgestone foi um prêmio justo, depois de dois pódios sucessivos antes de chegar à China. O italiano liderou uma lista de seis pilotos com borrachas nipônicas no top 10 em Xangai.

Enquanto Rossi estabeleceu a volta mais rápida da corrida, com um novo recorde de 1min59s273 na 18ª das 22 voltas, Casey Stoner da Ducati também fez sólido regresso ao pódio ao terminar em terceiro, fazendo com que este fosse o segundo GP chinês consecutivo com dois pilotos Bridgestone entre os três primeiros.

Outras notáveis apresentações vieram de Marco Melandri, que conseguiu o seu melhor resultado com a Ducati, ao ser quinto, Toni Elias, do Team Alice em oitavo, Loris Capirossi, nono com a Suzuki, e Shinya Nakano, décimo com a Honda Gresini.

O responsável do departamento de desenvolvimento de pneus de corrida de duas rodas, Tohru Ubukata, reviu a jornada do Extremo Oriente.

Os resultados da corrida do GP da China foram um incremento para a moral da Bridgestone?
“Sempre conseguimos bons resultados na China, apesar da pista em si ser um grande desafio. Nunca vamos para um Grande Prêmio à espera de pódios ou vitórias porque a competitividade é muito forte, mas o triunfo de Rossi, o terceiro lugar de Stoner e os resultados dos dez primeiros, mostraram que os nossos pneus funcionaram bem em Xangai mais uma vez. Depois de algumas corridas difíceis foi bom ver os nossos pilotos serem competitivos desde a primeira sessão de treinos e manterem o ritmo durante todo o fim de semana”.

Ficou surpreso com os tempos por volta na corrida?
“Os tempos por volta de Rossi e de (Daniel) Pedrosa foram muito rápidos na parte final da corrida, mais rápidos até que nos treinos. Foi uma surpresa agradável ver que os nossos pneus conseguiram apresentar forte duração até ao final da corrida e isto é testemunho do trabalho dos nossos engenheiros de desenvolvimento no Japão. Na classificação das voltas mais rápidas Rossi foi o melhor, Stoner em terceiro com a Ducati, Elias em quinto com o Team Alice e o Capirossi em sexto com a Suzuki, conseguimos ver voltas competitivas de muitas das nossas equipes.´

Alguns pilotos não foram capazes de refazer na corrida os tempos dos treinos, isto se deve à escolha de pneus?
“A última escolha para a corrida é sempre feita pelas equipes, mas com base nas nossas recomendações. Com a pista secando e as temperaturas 20 graus mais baixas que nos treinos, sugerimos às nossas equipes que usassem compostos médios atrás, o que para a maioria dos pilotos se traduzia em pneus um pouco mais macios que nos treinos. Alguns pilotos não conseguiram repetir o ritmo dos treinos, mas não tivemos tempo para treinar naquelas condições, por isso não foi uma situação fácil. Mesmo assim, penso que as nossas equipes estão de parabéns pela adaptação que fizeram perante condições tão variáveis”.

A qualificação pareceu ser mais um passo à frente para a Bridgestone e os resultados estiveram de acordo com os objectivos da Bridgestone?
“Foi a primeira vez esta temporada que conseguimos colocar dois pilotos na primeira linha e foi uma excelente prestação por parte do Valentino e do Casey. Os pilotos da Suzuki também deram grandes passos à frente com o Loris e o Chris (Vermeulen) entre os oito primeiros, os seus melhores resultados da época até ao momento. Trouxemos novas construções de traseiros de qualificação para a China, o que nos ajudou a melhorar as posições no grid, isto apesar da diferença para a pole ainda ser muito grande. Os nossos rivais continuam muito fortes nesta matéria, por isso temos de trabalhar ainda mais, mas estamos a chegar lá passo a passo”.

Como você vê a denominada guerra de pneus nessas quatro primeiras provas?
“Houve quatro vencedores diferentes em igual número de corridas, com as duas marcas de pneus, por isso está equilibrada. Houve duas vitórias com pneus Bridgestone, com o Stoner no Catar e agora com o Rossi na China, por isso acredito que podemos estar contentes. A prestação dos dois fabricantes de pneus está a um nível muito elevado, como vimos nos tempos por volta e competitividade nas últimas corridas, mas isto é muito bom par a competição. Temos de continuar com um nível de desenvolvimento agressivo para todas as corridas”.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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