Paranaguá, Curitiba e Florianópolis

Enquanto não realiza sua tão sonhada viagem, nosso colunista arruma uma desculpa para rodar.

Por André Jordão

Escrevi na coluna anterior que deixaria de fazer minha viagem à Cambará do Sul (RS) até essa 'mardita gripe' se acalmar. Pedi sugestões aos leitores de locais para eu conhecer e recebi dezenas de e-mails e comentários.

Mas - sempre tem um mas não é? - como as coisas na empresa estão um pouco 'corridas', não poderia fazer minha viagem nessa época. Minha época ideal era Junho/Julho e 'perdi' a janela de tempo que eu tinha.

Para não deixar passar em branco, decidi ir dar uma olhada no 10º Paranaguá Motos, em Paranaguá (PR) (lógico né ?!?!). Eu tinha um compromisso cedo na segunda-feira  em Curitiba, então, nada melhor que essa 'desculpa' para pegar a FJR e dar uma esticada.

Dei uma olhada na previsão do tempo e era para ser calor e tempo bom - máxima de 30 graus em Paranaguá. Até minha volta, na segunda-feira, era para estar tudo certinho 'com o céu'.

Uma lição : não confie cegamente nas previsões do tempo. Se fosse 100% seguro não se chamaria 'previsão', não é mesmo?

Saí de Pato Branco (PR) no sábado cedo, com o tempo excelente. Toquei direto até Paranaguá. Cheguei lá por volta de 14hs (uns 560 Km de casa). Caramba, nunca ví tanta moto reunida num só lugar.

Confesso que encontros 'não fazem muito minha cabeça'. Eu gosto mesmo é de viajar, e se vivesse em encontros nem poderia me 'auto-denominar' Viajante Solitário não é mesmo?

Mas o 10º Paranaguá Motos estava muito bem organizado e cheio. Mas cheio mesmo. A praça lotada, as ruas ao redor lotadas de moto e os hotéis também lotados.

Eu não tinha feito reserva de hotel porque decidi viajar 'meio que na última hora'(como sempre). E ao chegar lá notei que os melhores hotéis estavam lotados, só sobraram hotéis mais simples, mas com preços de hotéis melhores. (Inflação causada pelos motociclistas que compareceram em peso ao evento).

Deixei a moto estacionada dentro da Praça, no local do encontro. Incrível como a FJR chama a atenção. Talvez por ser uma moto pouco vista no Brasil. Era comum as pessoas passarem e ficarem observando a dita-cuja. Tirei até fotos das pessoas olhando para ela. Claro que tinha centenas de motos muito bonitas lá, mas a FJR por ser pouco conhecida chamava a atenção.

Andei um pouco pelo encontro, visitei as lojas que tinham por lá, tirei algumas fotos e decidi voltar e dormir em Curitiba. Afinal, as opções de hotel em Curitiba são muitas e eu conheço vários, pois viajo à Curitiba com uma certa frequência.

Saí de Paranaguá por volta das 16h30. A estrada que 'liga' Curitiba à Paranaguá é muito bonita. Na volta, acho que passei por centenas de motos 'descendo' a serra até Paranaguá. Imaginei como o encontro estaria mais lotado ainda no sábado à noite.

Ainda no sábado, instalado no hotel, decidi que iria no domingo cedo para Florianópolis almoçar com meus irmãos e meu pai. O gostoso de viajar de moto é que a gente faz de tudo para viajar um pouco mais, não é mesmo?

Na descida até Florianópolis o tempo me pregou uma peça. Ao sair de Curitiba cedo já tinha muita neblina. No meio da serra começou a chover e esfriar. E a chuvinha me acompanhou quase até Florianópolis.

Como a previsão era tempo bom, eu não levei balaclava, não levei calça impermeável, enfim, fui meio 'traje verão normal'. Apenas de jaqueta, luvas e botas impermeáveis.

Almocei em Florianópolis com meu irmão mais velho e meu pai, visitei minha mãe (sim, eles são separados) e meu outro irmão e voltei para Curitiba. Chuva de novo no caminho da volta e frio. (A foto onde aparece eu, meu pai e duas lindas moças são minhas sobrinhas ok? E ai de quem pedir o telefone delas hehehehe)

Na segunda cumpro meu compromisso em Curitiba e volto para Pato Branco logo depois do almoço. Mas pense num frio. As 10hs da manhã em Curitiba estava 9 graus, mas com um vento que - acho - dava uma sensação térmica de uns 4 graus. E imagine de moto então. Frio... brhhhhhh

Na volta para casa, pense num arrependimento por não ter levado mais roupa de frio. Eu não tinha levado nem uma blusa sequer. Era uma camiseta e a jaqueta por cima. Sem balaclava, sem um 'pijamão' por baixo da calça ou então com uma calça impermeável, sem nada.

Bom, o resumo da ópera é que se arrependimento matasse... mas foram ao total 1.770 Km de 'passeada no final de semana'. Essa viagem serviu apenas para 'desenferrujar os pistões' da FJR. Ela ainda não é a 'minha' viagem sonhada.

Ah, você deve estar pensando "Pô, esse cara diz que viaja e não vai preparado para uma viagem dessas?". Eu brinco com meus amigos "Eu não saio de casa para me acidentar, então, não preciso de toda a 'parafernália' para viagens curtas". Ou seja, uso 'trajes mais completos' somente em viagens longas.

Eu sei que o traje correto já salvou muita gente. Ou pelo menos amenizou muitos acidentes. E concordo com isso. Mas às vezes dá uma vontade de viajar apenas com um jeans e uma jaqueta, mais no estilo 'easy-rider' mesmo.

Bom, eu estava melhor que alguns irmãos motociclistas que ví pelo caminho até Paranaguá. Eles iam de bermuda, camiseta de manga curta e um tênis. E só! Mas, possivelmente, eles devem pensar como eu : "não saio de casa para me acidentar", ou então são mais loucos que eu!

E você ? Quando viaja para qualquer lugar coloca toda a 'vestimenta' ideal ou as vezes vai no estilo easy-rider? E se você já teve um acidente, a vestimenta te salvou ou amenizou o acidente? Conte-nos, quem sabe tua experiência ajude outros motociclistas (eu, por exemplo hehehe)

Forte abraço e bons caminhos !

Eldinei "P.P." Viana
ppviana@gmail.com
www.viajantesolitario.com.br


Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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