Reinaldo Baptistucci vai até Porto Feliz

Reinaldo Baptistucci

Rodar no asfalto e na terra, esse era o menu apetitoso que nos foi oferecido para o primeiro de maio, sexta-feira, Dia do Trabalho.

Porém a Suzy 1500 merecia um tapa de elegância, e um dia antes da saída fui rever meu amigo Marcelo, da Steel Dreams, para trocar o filtro, óleo do motor e também o óleo do Cardam, aproveitei para lavar a minha parceira de estradas que não via sabão verdadeiro a mais de três meses, e ela agradeceu, abrindo com alegria as asas cromadas, confirmando assim, que estava pronta para alçar vôo.

Sexta-feira, nove da manhã, espetei mais uma vez a primeira e aprumei a moto no rumo da Rod. Castelo Branco, na garupa a Solange já estava equipada com uma filmadora, que iria registrar os melhores e piores momentos.

Já sabíamos de antemão que enfrentaríamos uma Rodovia cheia daqueles veículos que possuem 4 rodas e param em pé sozinhos, sem a necessidade  de se usar o apoio lateral, e também, no meio do trânsito mesmo andando com total cautela, seriamos seguidamente espremidos pelas miúdas, que apressadas passariam a milhão no famigerado corredor.

Nada de novo, e nenhuma grande novidade para quem tem moto e que o tempo todo tem que ficar esperto com os espelhinhos, mas por outro angulo estaríamos mais uma vez viajando sem pressa e principalmente sem hora pra chegar.

Na Castelo, fomos a 110 km/h, com asfalto lisinho e câmera ligada, pudemos registrar o movimento intenso de veículos, vez por outra passavam motos, mas a grande maioria foi ficando para trás, na entrada de Itu (SP). Dalí pra frente o fluxo foi diminuindo, como já era esperado, e nossa trajetória  só foi alterada no km 92, para um trecho de terra de 60 km.

Um objetivo muito importante era o de comprar uma forma de queijo meia cura que tinha sido encomendada na Mercearia de Secos e Molhados do Batista. Na verdade o queijo era o que menos importava, o que a gente queria era mesmo rodar na terra e a Suzy pra variar se comportou bem, mesmo com piso irregular e carregada ela trafegou tranquila, com a suspensão trabalhando sem parar.

Nos trechos de brita ela tem uma tendência de escorregar de frente, principalmente na decida, mas nada que chegue a preocupar, e dessa forma, pilotando com calma chegamos em nosso primeiro destino.

O queijo foi cortado ali mesmo em cima do balcão, e o que sobrou foi embalado e amarrado na traseira da moto. Voltamos para a estrada de terra e tivemos o prazer de mais uma vez rodar pelas estradinhas apertadas empoeiradas e cheias de pedregulho do interior de Porto Feliz, que é um prato cheio e saboroso pra quem gosta de viajar.



Fonte:
Equipe MOTO.com.br




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