Pequena notável - Parte 2

Finalmente terra a vista. Espetei mais uma vez a primeira marcha e a Yamaha XTZ 125cc, com 10,9 cv e peso total (moto, gasolina, piloto e mochila) de 195 kg, saiu flutuando por cima dos buracos e ondulações.

Mantendo na mesma proporção os 80 km/h do asfalto, ela estava apta a me levar para qualquer rota que eu quisesse ir, lembrando sempre que ela não é uma moto de competição, porém, competente no conceito terra total.

Procurei por estradinhas tortuosas e pirambeiras exageradas, na verdade uma montanha russa natural e cheia de adrenalina. Assim como os pilotos do Rally Dakar, eu ficava em pé nas pedaleiras e ela lá embaixo só dando boas notícias, subindo cada vez mais para os altos de Monte Verde (MG) até chegar nos 1850 metros de altitude, entre vales, montanhas e o assobio do vento nos pinheiros, araucárias e com temperatura de 12ºC.

Neste trecho deu para perceber que a motocicleta perde velocidade na subida. É nítida a falta de alguns cavalinhos extras, mas para quem está procurando isso eu aconselho então a compra de uma prima mais sarada da Yamaha, no caso a Lander 250cc. Entretanto, é bom ficar sabendo que junto vem também uns quilinhos a mais, principalmente se você for premiado com um baita espeto de trava de roda no pneu traseiro, que foi o meu caso no meio do nada.

Faltando três quilômetros para o borracheiro mais próximo, a solução foi empurrar a moto até um altiplano e dali subindo no tanque pilotar com cuidado para não comprometer o conjunto câmera e pneu.

Monte Verde é hoje um Campos do Jordão de 30 anos atrás. Tem um turismo diversificado e uma arquitetura alpina de encher os olhos de qualquer um, bom gosto e quitutes soberbos, a vila está preparada para receber o turista com muitas pousadas a preços módicos (R$ 40) e com cerveja gelada — caso você não vá mais pilotar — e mais uma a cachaçaria do centro que é perfeita.

Sábado logo cedo saí para a estrada de terra. Rodei com a Yamaha XTZ 125 rumo a Ponte Nova e Fazenda Velha, no meio de pinheiros e muitas bifurcações. É lógico que acabei me perdendo, voltei tudo e fui sair no rumo inverso. Estava de olho no combustível e resolvi ir para Joanópolis, que dali distava 35 km.

Em resumo, mais terra e torque despejado por aquele pequeno propulsor que muitos acham um motorzinho, mas que sem duvida não é. Definitivamente não é. O conjunto motor, quadro, freios e suspensão foram feitos para qualquer sitiante, motoboy ou um viajante sem muita pressa de chegar.

Continua...

Confira aqui a primeira parte do teste viagem.

Reinaldo Baptistucci.



Fonte:
Equipe MOTO.com.br




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