Viajando para curtir o Natal em família

Nossa colunista relata como voltar para casa foi a melhor parte desta viagem natalina.

Por André Jordão

Sempre que posso evito viajar em feriados, mas no natal não tem jeito. No dia 23 de Dezembro , depois de verificar a previsão do tempo 3 vezes, resolvi partir em vigem solo. (vou admitir publicamente: detesto sair de moto com chuva, sei que é coisa de “coxinha”, mas é a verdade) Na bagagem apenas o suficiente, sem dispensar, é claro, umas quinquilharias femininas. Parti de manhã, a roupa de chuva ficou.

Sair de São Paulo foi uma proeza, o trânsito estava infernal, avenidas e marginal Tietê travadas, aquela “muvuca” onde todo cuidado era pouco. Na medida do possível evitei as avenidas principais. 

Sem falar no calor escaldante e aquele baita sol cozinhando os miolos, destes não há como escapar. Deixar para trás o trânsito paulistano e acessar a Rodovia dos Bandeirantes foi um alívio. Rodei 100 km e já estava moída, que vexame!

Há quem diga que a minha moto é uma “cadeira elétrica”, (às vezes até concordo, mas não troco por nada).

Fiz uma parada para abastecer a moto e esticar as pernas, minhas costas e meu joelho esquerdo estavam me matando (justamente o joelho que machuquei  no primeiro tombo – aquele que a gente nunca esquece). Lembrei-me então que há seis meses não viajava de moto, aceitei o castigo e segui viagem.

Vi poucas motos na estrada. Nos carros umas crianças com as carinhas coladas no vidro acenavam, como sou educadinha retribuí,  alguns motoristas curiosos me olharam com cara de “este mundo está perdido”, ou seja, o de sempre.

Exceto o trânsito na capital, cheguei ao meu destino na região do Circuito das Águas de forma rápida.

Considero o  Natal  uma festa meio chata, o bom é rever a família os amigos, também não dispenso as comilanças.

Contrariando minhas tias, retornei na manhã do dia 25 - enquanto a maioria ainda estava curtindo a ressaca da ceia. Gosto de sair cedo e pegar a estrada vazia.

O céu estava bem nublado, (chuva é ruim , mas nublado no verão é presente). As estradinhas do interior -aquelas que asfaltaram em cima do caminho da carroça -estavam uma beleza, sem ninguém, o vento fresco, um cheirinho de mato molhado em alguns trechos, e o sol escondido durante todo o percurso, sem chuva, sem dor no joelho e eu de dona da estrada, creio que este foi o meu presente.

Valeu a pena perder o almoço de natal.
Desta vez a melhor parte da viagem foi voltar para casa 
 
Lu Thomaz
Contato : luencardida@gmail.com
http://blogdaencardida.blogspot.com/


Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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