Primeiro tombo, esse a gente não esquece

Mais nova colunista do MOTO relata como foi ao chão e se levantou com história para contar.

Por André Jordão

Alforjes recheados de quinquilharias femininas, pneus calibrados, moto abastecida. Ignorando o tempo que prometia chuva partimos na sexta feira à noite, não queríamos perder nada da festa.

Na estrada eu e a Vivi em nossas “viraguinhos”, como destino o encontro promovido pelo Lobos MC em Boiçucanga (litoral norte paulista).

Depois da parada providencial perto da Riviera de São Lourenço, onde tomamos um cafezinho de boteco, troquei as luvas de “dedinhos” pelas luvas inteiras e seguimos viagem. 

Pista molhada o caminho todo, por sorte nada de chuva pesada, eu seguia a Vivi que conhecia bem a estrada, e andava de moto há mais tempo.

Acabei ficando um pouco para trás, foi quando se deu o fato: na ‘serrinha’ próxima a Boiçucanga me perdi em uma curva e foi kit desgraça completo - velocidade errada, trajetória pior ainda, pista molhada e falta de habilidade.

Acionei os freios e a viraguinho saiu de frente, aí todo mundo sabe que é difícil segurar.

Como somos educadinhas, (eu e a viraguinho), tratamos de sair ralando no acostamento, para não atrapalhar o trânsito, e foi um tombo de “peixinho” feito jogador de vôlei.

Fui socorrida por uns surfistinhas que vinham logo atrás - Uhuuuu a mina tomou um chão, uhuuuu! 

Os garotos levantaram a moto enquanto eu contabilizava o estrago, as botas, jaqueta, luvas muito raladas, buraco no joelho da calça de couro, um ferimento no joelho, um piercing perdido.

A viraguinho também deu sorte, protegida pelos alforjes recebeu só uma raladinha na manopla, e a alavanca do câmbio que ficou “um pouco” torta.
 
Mesmo torcendo para não pegar, dei partida na motinho, a danada funcionou, não havia outro remédio senão seguir viagem. Agradeci aos surfistas.

Neste momento um trem da velha guarda dos Rebel Bikers passava por lá e por sorte fui reconhecida, a turma parou e gentilmente me escoltou até Boiçucanga.

No caminho encontramos com um pessoal do Lobos  que avisados pela Vivi vinham à minha procura.

Sim rapazes, ser mulher tem algumas vantagens... vamos tratar disto no próximo texto.

Chegando lá na Padaria da Ponte foi festa sem miséria e mais uma história para o arquivo.

Making-off

Como souvenir ficou uma “cicatriz de guerra” no joelho e como prêmio de consolação ganhei um piercing novo.  Desde então acho que moto e praia não combinam e evito ir à praia com a turma para preservar minhas amizades.

A Vivi, é outra amiga querida que hoje também anda de harlão.

Saudações encardidas

Em tempo: no próximo texto, um pouco dos prós e contras de ser mulher e gostar de moto

Lu Thomaz
Contato : luencardida@gmail.com
http://blogdaencardida.blogspot.com/


Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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