Apresentando nova colunista do MOTO

Conheça a Lu Thomaz, uma motociclista encardida e cheia de histórias para você.

Por André Jordão

Hoje aos 33 anos trabalho no ramo de seguros, quando alguém me pergunta o que eu sou tenho vontade de responder: Motociclista inveterada, encardida e harleyra de carteirinha, apaixonada por motos clássicas.

Como muitas garotas, comecei em 1998 como “garupa”, mas morria de vontade de pilotar minha própria moto.  Em 2000 fui de carro a um encontro de motos, era o 2º Aniversário dos Filhos do Vento – MC, fiquei com tanta inveja das “Garotas do Asfalto”, que criei coragem.

Assumi o guidão em 2001 e não larguei mais. Estreei em uma Virago 250 ano 96,  já em  2005 casei com uma HD Sportster 1200 ano 97. Durantes estes anos passei a colecionar histórias e “causos”, com uma visão feminina e bastante peculiar que agora vou dividir com vocês nesta coluna.

Nesta coluna, não vamos seguir ordem cronológica, mas resolvi começar do começo, então, neste primeiro texto aproveitei para resgatar o medo e satisfação dos primeiros passeios de moto sob à óptica feminina, mas sem frescura. (ok, vai, vai ter frescura às vezes). 

No início do séc XXI criamos coragem e mandamos fazer as camisetinhas com letras garrafais e estampadas nas costas:

CUIDADO MINA BIKER AMACIANDO

Desfilamos orgulhosas pela cidade, cada uma na sua “Viraguinho” 250 ostentando as ditas camisetas. Todo mundo dava passagem, abriam-se os corredores, e alguns cavalheiros até rebateram os retrovisores laterais...

Tamanha gentileza no trânsito me fez crer que os demais motoristas entenderam os dizeres da camiseta como: não sabemos andar “nesta coisa” direito, vamos derrubar a moto em cima do seu carro e depois chorar (nunca aconteceu, não nessa ordem). 

A escolta da turma foi até comovente, sempre nos protegendo, mas foi fundamental ter uma amiga com a mesma idéia fixa - pilotar uma moto.
Eu e a Paulinha tiramos a CHN categoria A, compramos as motos da mesma marca, modelo e cor, fizemos as ditas camisetinhas e estávamos sempre juntas, o que nos rendeu algumas confusões.

Uma vez avisaram o namorado da Paula que ela estava de moto no Rabo de Peixe (na época era point de motociclistas em São Paulo) quando na verdade fui eu que passei por lá.

Passamos juntas por todo o processo: a tremedeira, a boca seca e a dor de barriga. Um sábado fomos para Serra Negra interior paulista aprender a fazer curvas.

Um vexame, nós lá de “viraguinho” fazendo curva “sextavada” e os caras de speedy andando muito e ralando a joelheira no asfalto, ainda assim fizemos sucesso e voltamos sem cair.

Ainda tenho a camiseta “Cuidado: Mina biker amaciando”. Nos próximo texto quero contar o primeiro tombo, aquele que a gente nunca esquece.

Saudações Encardidas

Lu Thomaz
Contato : luencardida@gmail.com
http://blogdaencardida.blogspot.com/


Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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