Mesma modalidade, nomenclaturas diferentes

Colunista fala sobre o Campeonato Nacional de Cross Country, o antigo Enduro de Velocidade.

Por Leandro Alvares

Havia muitos anos que eu não participava de outras modalidades de competições que não fossem o motocross. Disputei, no ano passado, o Campeonato da Revista Dirt Action e saí vice-campeão da categoria Over 34 MX2. Acabei empatado em pontos com o campeão, mas ele levou a melhor na última etapa e faturou o título.
 
Depois disso, tive a infelicidade de contrair uma tendinite no joelho e fiquei ausente das competições por quase um ano, até que lançaram a Husqvarna Supermoto Cup e o meu amigo Marcio Viana, do MOTO.com.br, ativou de novo minhas “lombrigas” ao me convidar para participar do torneio.

E foi assim que começou tudo de novo, com tendinite e tudo. Não quis nem saber. Topei no ato, e, para retomar as atividades, acabei caindo para umas trilhas que são mais “light” e forçam menos os joelhos, uma vez que os saltos não são tão constantes como no motocross.
 
Empolgado pelos passeios, que são mesmo um tesão, acabei me inscrevendo em uma das etapas do CNCC (Campeonato Nacional de Cross Country) que rolou na pista de Cajamar da Bike Box, do meu conhecido amigo Avê, e organizada por outro velho conhecido, Dionísio Malheiros.
 
Foi demais! Inscrevi-me de orelhada na intermediária de apenas 1 hora de duração e ganhei a prova! Que barato!  Pista de alta e mão colada o tempo todo. Que amoção! Há tempos eu não acelerava em tão alta velocidade na terra. Tratava-se do velho e delicioso Enduro de Velocidade que eu participava vez ou outra nos idos de 1990.

Aqueles enduros que eu participei em Jarinu, Itatiba e outras provas eram o que se chama hoje de Cross Country e ainda são praticados nas mesmas pistas e cidades. Exatamente iguais, apenas com mínimas diferenças em seus regulamentos como tempo de prova, tipo de largada ou outras.
 
As provas são super gostosas, principalmente aquelas com circuito de alta, minha preferência. São disputas que exigem um bom preparo físico, um nível técnico não tão apurado como no motocross e uma boa estratégia de prova para administrar o tempo de duração, reabastecimento (apenas para baterias acima de 1 hora), perigos inusitados e oportunidades.
 
As competições se tornam mais difíceis para piloto e moto quando as pistas são muito travadas e com longos trechos de trilha fechada. Nessas situações, até a moto acaba fazendo muita diferença. No meu caso, que sempre participei das provas com as motos de cross, posso afirmar: para trilhas muito fechadas e pistas travadas, boas mesmo são as versões enduro das motos de cross com partida elétrica e curvas de potência mais brandas; por isso, mais adequadas para as trilhas fechadas.

Quando a pista é de alta, boas mesmo são as de cross com mais explosão, mais leves e, portanto, mais rápidas. De qualquer forma posso afirmar que em qualquer das circunstâncias o Cross Country — antigo Enduro de Velô — é diversão garantida.

Só recomendo cautela e muita responsabilidade, porque andar a 120 km/h no meio do mato é muito legal, mas se cair as chances de se machucar muito são bem maiores do que no motocross.
 
Essa era a mensagem que eu gostaria de mandar aos internautas do MOTO.com.br na coluna deste mês. E fiquem ligados, pois logo mais teremos a terceira etapa da Husqvarna Cup com mais notícias e novidades do mundo on-off road.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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