Estréia com gosto de quero mais

Colunista do MOTO.com.br fala sobre a primeira etapa da Husqvarna Supermoto Cup.

Por Leandro Alvares

Foi uma surpresa extremamente gratificante receber a ligação do Marcio Viana, da MOTO.com.br, me convidando para competir pela revista na estréia da Husqvarna Supermoto Cup.

Eu que pensava que já havia experimentado quase tudo em duas rodas posso dizer que foi demais esta novidade. Estava tudo acontecendo em cima da hora e nem macacão eu tinha para correr.

Fiquei apreensivo sobre como seria meu desempenho na modalidade, ainda mais considerando que já estava há quase um ano sem competir e sem andar de moto. Mas para aqueles viciados em adrenalina como eu não tinha como deixar de participar.
 
O evento, que foi organizado pelo meu velho e querido amigo Carlinhos Romagnolli, estava impecável. Comecei a saber do que se tratava exatamente na quinta-feira (24 de maio) que antecedia a etapa, quando fomos ao IMOCX da Juscelino Kubitschek e pude rever e curtir inúmeros velhos amigos.

Foi muito legal, porque estavam todos lá. A antiga turma do motocross, das revistas especializadas, dos sites de motos e todos sob o comando do Romagnolli, Carlãozinho Coachman e do Rafael Paschoalin para a apresentação do projeto.
 
No sábado (26) — depois de participar de um cursinho com o Paschoalin, que nos deu várias dicas sobre o que esperar da pista, das motos e do evento —, fizemos um treino para sentirmos como eram as motocas e a pista. Fui muito mal no início, pois não estava me sentindo bem e pensei que aquilo nem era tão legal assim.

O macacão emprestado do Mococó, meu companheiro de equipe, estava apertado e me incomodou muito. As roupas de cross, as que eu estou acostumado, são muito mais leves e confortáveis, além de serem mais ventiladas, nos deixando muito mais à vontade.
 
Voltei para casa pensando que seria difícil ter um bom desempenho na prova de estréia, porque não havia andado legal e pensei comigo: “Quero mesmo é me divertir e só!” Levantei cedo, fui para Piracicaba e já peguei chuva no caminho. Pensei novamente: “Agora ferrou! Não vamos ter a parte de terra, e se tivermos vai ser na lama. No asfalto então será aquele sufoco, o maior sabão e muito difícil de ficar em pé...”.
 
Abriram os treinos para a nossa categoria e lá fui eu, cheio de cautela, pista molhada e piso escorregadio. Vai ser muito chato isso aqui...Que nada, foi uma surpresa, foi demais! A moto nem escorregava tanto e o asfalto dava boa aderência, possibilitando uma pilotagem rápida; muito mais rápida do que eu jamais poderia imaginar.

Usei outro macacão emprestado também do Mococó, e já me senti mais confortável. Curti demais o treino, mesmo com a pista molhada. Percebi que tinha andado muito melhor do que no sábado e então me empolguei. “Vou para cima dos meninos, já não quero apenas me divertir, quero mesmo é torcer o cabo até o limite!”.
 
Paramos o treino e ficamos no box aguardando a tomada de tempo oficial que definiria o grid de largada. Neste meio tempo era só risada e diversão com os velhos amigos presentes: Celestino, Luis Claudio, Quinho Caldas, Paraguaio e filhos, Thiago da Yamaha, Cauê, Marcos Esdras, Carlãozinho, Geraldo Starling e tantos outros que não caberiam nesta página.

Velhas amizades e boas lembranças; este é sem dúvida o melhor de todos os ambientes de competição. Pegamos e emprestamos peças, ferramentas e o que for necessário para que todos estejam no grid de largada. Tudo sem frescuras, só amizade e diversão.
 
Fomos para a tomada de tempo e eu já me sentia bem à vontade com a moto. Ela anda muito, apesar de ser uma 125cc. Minha Husq estava bem acertadinha de carburação e já estava com a “mão” dela. Fiquei boa parte da classificação com o terceiro tempo, mas perdi alguns décimos de segundo no finzinho da sessão e acabei em quinto.
 
Finalmente era hora da largada. Abriu um lindo sol, o dia ficou maravilhoso, o kartódromo estava repleto de público e cheio de gente bonita. Fui para o grid empolgado com o quinto tempo e pensei: “Acho que vou dar trabalho para esta molecada. Se meu preparo físico permitir, vou andar tudo até a última volta. Quero mesmo é acelerar”.

Largamos! Eu estava legal, mas infelizmente meu cabo do acelerador soltou do pistonete do carburador e acabei ficando na mão. Já era! Fim de prova para mim, que raiva!!! Mas ainda bem que foi a moto que quebrou e não eu. Terminei o fim de semana sem levar nenhum tombo, graças a Deus, apesar de quase ter caído feio duas vezes.
 
Agora não vejo a hora de chegar a próxima etapa e, se o tempo ajudar, teremos terra e asfalto. Terei também um novo macacão no meu tamanho exato e as motos mais acertadas. Espero poder perturbar a rapaziada e brigar na frente para fazer a alegria dos velhinhos, afinal, estou tiozinho, mas ainda vivo, e as competições são o que me mantém jovem e ativo.
 
Quero agradecer ao Márcio pelo convite e também à presença da equipe Bike Brothers, com Gilmar, Pedro e Felipe. Abraços aos internautas do site e aos leitores da revista MOTO.com.br.

Até a próxima.

Clique aqui para saber como foi a etapa de Piracicaba da Husqvarna Cup.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

Compartilhe:

Receba notícias de moto.com.br