Curtindo uma trilha com grandes amigos

No relato desta semana, colunista fala sobre sua recente aventura por Alphaville.

Por Leandro Alvares

Apesar de morar na região, havia muitos anos que não fazia uma trilha em Alphaville e já nem sabia mais como andavam as coisas por ali. Até que um dia, mais precisamente no dia 21 de abril, decidi ir com meu filho dar uma volta por ali e ver o que acontecia.

Os desmatamentos por conta dos novos condomínios cresceram demais e me perdi, já não achava caminho algum, trilha alguma, tudo confuso. A única coisa que sei é que consegui sair do Mackenzie Tamboré e cheguei ao condomínio Tamboré empresarial e dali não conseguia sair.

Depois de me perder, já voltando para o local da saída, encontrei um pequeno grupo que, por andar a nível principiante, me informou que se eu quisesse andar mais rápido, deveria encontrar a galera da Trail Trip que estava vindo logo atrás. Assim foi.

Voltei alguns quilômetros e então vi umas 30 motos chegando no sentido contrário. Eles pararam em um ponto, todos de capacete, roupas, super equipados que mal dava para reconhecê-los. Chegando lá, após alguns minutos, pude identificar que conhecia alguns deles.

Para a minha surpresa, encontrei nada menos que os velhos chegados Dimas Mattos e Fernando Silvestre, da ASW, Carlãozinho Coachman, do Grupo Izzo, Hugo da CTI e mais um monte de gente que há muito não via. Foi demais.

Por uma enorme coincidência, acabei participando em parte da homenagem prestada por inúmeros pilotos de carros e motos ao ilustre Carlão Coachman, pai do Carlãozinho, que foi realizada no morro do Carlão, aonde o velho pai queria que fossem jogadas suas cinzas.

Infelizmente, pude acompanhar a galera apenas até o bar da Esther, pois tinha um compromisso e tive que voltar mais cedo. Não contente com este rápido passeio, decidi fazer uma nova incursão pelas trilhas de Alphaville — aproveitando o feriado de Corpus Christi — e convidei um velho amigo que estava enferrujado há mais de cinco anos sem andar de moto para me acompanhar.

Ele não tinha a moto, mas lhe emprestei uma CR 125. Para mim, uma YZ 250; carreguei as duas e fomos para o mato. E como foi legal! Apenas eu e o amigo, nada menos que o Gilmar dos Anjos, campeão entre as motos no Rally dos Sertões de 1994.

Como saímos mais tarde, éramos apenas nós dois na trilha de cabo enrolado. Quando paro para pensar, acho que não temos nada mesmo na cabeça. Era buraco para todo lado e os dois de cabo torcido até o talo, simplesmente demais. Fizemos toda a trilha da Roberta Close, passamos no bar da Esther e fomos para Cajamar sentido placa.
 
Lá pelas tantas, já passando Cajamar, começamos a ver umas placas de pesqueiro com propaganda da Bike Box e pensamos: “Que diabos será isso? Bike Box patrocinando pesqueiro? Vamos entrar para ver do que se trata”.

Foi o maior barato, pois lá estava o Avê, da Bike Box, o Baraldi, antigo diretor de provas da FPM (Federação Paulista de Motociclismo) e outro monte de amigos, todos de moto e curtindo as trilhas e as pistas do pesqueiro, sendo uma de motocross e outra de cross country. Tudo muito bem organizado, bem estruturado com restaurante, banheiros, pistas e tudo mais que precisamos encontrar no meio das trilhas.
 
Foi um dia fantástico. Eu, particularmente, torço para que dias como esses nunca acabem, assim como desejo que parem com os desmatamentos em Alphaville, pois assim não perderemos este fantástico local e poderemos andar muitas outras vezes pelas trilhas.

Os boatos de roubo de motos e equipamentos na região caíram muito e parece que já não acontecem mais, o que tranqüiliza o passeio e anima os pilotos juntando um monte de gente nas trilhas. Acabamos voltando no maior gás, e o Gilmar sempre na bota não deixou barato. Foi o passeio inteiro de mão no fundo, exatamente como eu gosto.
 
Foi um dia nota dez. E posso afirmar que, apesar da paixão pelo sexo oposto, me apaixonei novamente pela Roberta Close.

Até a próxima, pessoal!

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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