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Suzuki GSX-R 750: quase tão dócil como uma 600cc e veloz como uma 1000cc.

Por Leandro Alvares

Não será por acaso que o Mundial de MotoGP entrará numa nova Era em 2007, a dos protótipos de 800cc. A dificuldade em transferir a potência do motor para a roda nas motos de 1000cc, especialmente nas acelerações em saídas de curvas, sempre foi um dos principais desafios entre pilotos e engenheiros da maior competição do mundo, fato que acabava limitando também a cavalaria dos propulsores, causando inclusive um excessivo desgaste nos pneus.

Pensando desta mesma forma e levando em conta as proporções, descobrimos que o modelo Suzuki GSX-R 750, de 21 anos de tradição — o primeiro modelo foi fabricado em 1985 —, está mais atual do que nunca!

Afinal, deixando a MotoGP de lado e voltando à nossa realidade, sabemos que acelerar “forte” uma super esportiva de 1000cc não é tarefa fácil e tranqüila. Por outro lado, pilotar uma 600cc talvez não satisfaça os desejos dos mais experientes.

Num equilíbrio desses extremos, encontramos a 750 “racing” da Suzuki, que apesar de contar com 28cv a menos em relação a sua irmã GSX-R 1000, ousamos dizer que ela pode acabar sendo mais rápida numa pista de corrida pela tamanha facilidade na pilotagem.

Única no mercado com 750cc, acelerá-la ao limite pode ser também um tanto radical e inesquecível! E foi isso que aconteceu. Levamos a GSX-R ao Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos (SP), para sentir se o “equilíbrio” valeria na prática.

Sem embromação e “palpas na língua”, digamos logo: a moto é simplesmente animal, além de domável e perfeita até mesmo para pilotos inexperientes, pois conta com uma aceleração bastante linear.

Caso a nova GSX-R 750 ainda não seja uma moto superesportiva perfeita, então a Suzuki está muito perto de fabricar esse modelo. Quanto a sua beleza, não há discussões, é extremamente linda.

Com a esportividade levada ao máximo, o modelo alia o visual às excelentes qualidades de uma moto de alta performance. Nas retas, seu habitat natural,  devora o asfalto com muita velocidade, graças aos 150cv de potência.

Acelerá-la de verdade é puro prazer! De 0 a 100 km/h são pouco mais de três segundos. Para chegar a 200 km/h, sete segundos são suficientes. No final da reta dos boxes do circuito paulista, passamos a incríveis 258 km/h — só não foi mais, por falta de espaço.

Nas curvas, o compacto e leve motor da GSX-R 750 despeja potência com mais facilidade do que uma moto de 1000cc, sendo também tão rápida como uma 600cc.

Nervosa e ao mesmo tempo gentil, ela é um “parque de diversões” para quem ama pilotar motos superesportivas. Divertida na pista, tudo nela atua com perfeição. O piloto se encaixa bem ao assento, as suspensões trabalham com eficiência e os freios são para lá de potentes, iguais aos de uma 1000cc. São dois enormes discos flutuantes de 310 mm na dianteira, pressionados por pinças de seis pistões de fixação radial, que garantem numa frenagem de final de reta como em direção ao “S do Senna” a sensação de desprender seu corpo da alma por frações de segundos.

Nos comandos, a leitura é fácil: conta-giros ao centro e velocímetro digital, no qual de fato conseguimos nos situar por diversas vezes acima dos 250 km/h. Para a troca de marchas, é possível acionar o “flash” que acende conforme a faixa de giros almejada é alcançada.

O motor é progressivo, com bom torque em ampla faixa de rotação e potência, muita potência. O chassi resulta em um excelente “conjunto”, em harmonia com as suspensões, freios e pneus. Com todo este “Trunfo”, a fabricante japonesa atualmente desponta entre as superesportivas mais almejadas nas ruas e nas pistas de todo o mundo.

Ainda mais magra, o visual se assemelha ao de uma moto de corrida e segue com as mesmas linhas e características de design de sua irmã 1000. Destaque para as entradas de ar frontais na carenagem, as linhas frontais e laterais, a rabeta, o conjunto óptico, o “escape” por baixo com saída lateral e suas dimensões compactadas.

Motor
O propulsor é um quatro cilindros em linha totalmente novo. Quase 1 kg mais leve e compacto, conta com quatro válvulas por cilindro, sistema de injeção de combustível com borboletas duplas, injetor duplo e sistema Srad (Suzuki Ram Air Direct). Com novos pistões, bielas, virabrequim e um sistema de escape denominado Suzuki Exhaust Tuning, que viabiliza melhores torques em baixas e médias rotações, desenvolve 8.8 Kgf.m a 11.200 rpm. Tudo novo para fazer a diferença, são exatos 750 cc que garantem 150 cv a 13.200 rpm.

Chassi
Também novo, é de dupla trave em alumínio. Seu desenho foi projetado para estar mais compacto e estreito, centralizando com mais eficiência as massas e aplicando da forma mais baixa possível, como exemplo, a posição do escapamento que ajuda a abaixar a concentração de massa.

Autonomia
O tanque de 16,5 litros de combustível também mudou e está mais compacto. O símbolo “S” de Suzuki ficou sutil e de muito bom gosto. Segundo o fabricante, a motocicleta em uso comum faz uma média de 17 Km/L. Já em nossas mãos no autódromo e de mão “colada”, não fez mais de 11 Km/L, o que não poderia deixar de ser, já que aproveitamos ao máximo o dia de pilotar, uma das melhores motos do mundo!

O modelo já está disponível nos concessionários Suzuki, nas cores Azul, Preta, Preta/Vermelha, Preta/Amarela, ao preço sugerido de R$ 66.900,00. A J.Toledo oferece um ano de garantia sem limite de quilometragem.

Para mais informações acesse o site www.suzukimotos.com.br ou ligue para 0800 707 80 20.

MOTO: GSX-R 750 / 2007
PILOTO: Gian Calabrese

FOTOS: João Lisboa

FICHA TÉCNICA:
Motor:  4 tempos, 4 cilindros em linha, 16 válvulas, DOHC, refrigeração líquida, com SRAD
Cilindrada: 750 cm³
Diâmetro x Curso: 70,0 X 48,7 mm
Taxa de Compressão: 12,5:1
Transmissão: 6 velocidades
Sistema de Transmissão: Corrente
Sistema de Lubrificação: Cárter Úmido
Alimentação: Injeção eletrônica
Tipo de Ignição: Eletrônica Digital
Sistema de Partida: Elétrica
Comprimento Total: 2.040 mm
Largura Total: 715 mm
Altura Total: 1.125 mm
Entre Eixos: 1.400 mm
Vão Livre: 130 mm
Altura do Assento: 810 mm
Peso Seco: 163 kg
Suspensão Dianteira: Telescópica invertida de amortecimento hidráulico, mola espiral, pré-carga da mola  ajustável, força de amortecimento de compressão e retorno ajustáveis.
Suspensão Traseira: Balança de amortecimento hidráulico tipo link, mola espiral, pré-carga da mola ajustável, força de amortecimento e compressão ajustáveis.
Freio Dianteiro: Duplo disco ventilado flutuante de 310 mm, mordido por pinça deslizante de 4 pistões opostos de acionamento hidráulico.
Freio Traseiro: Disco ventilado de 220 mm, mordido por pinça deslizante de 2 pistões opostos de acionamento hidráulico.
Pneu Dianteiro: 120/70 ZR17M/C (58W) sem câmara
Pneu Traseiro: 180/55 ZR17M/C (73W) sem câmara
Tanque: 16,5 litros
Óleo do Motor: 2,50 litros (com troca de filtro)
Potência Máxima: 150 HP a 13.200 RPM
Torque Máximo: 8.8 Kgf.m a 11.200 RPM
Cores: Azul, Preta, Preta/Vermelha, Preta/Amarela

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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