Suzuki dá sobrevida à Bandit 650

Bruno Parisi

No ano do centenário da Suzuki foi lançada a versão 2009 da naked Bandit 650 no final de maio, na Inglaterra. Disponível nas versões naked (N) e semi carenada (S), a novidade foi exposta pela primeira vez ao público no Salão de Milão, em novembro do ano passado. Seu design foi renovado para manter-se atualizada perante a concorrência – lê-se: Yamaha XJ6, Ducati Monster 696, Honda CBF 600 e Kawasaki ER-6 N. Apesar do novo visual, a base mecânica é a mesma da versão anterior. Ou seja, a Bandit 650 2009 só ganhou nova roupagem e uma “sobrevida”.

Com certeza foi esse o pensamento dos engenheiros da Suzuki ao olharem para a naked japonesa. Seu visual já demonstrava sinais de idade (a última reestilização ocorreu no final de 2005) e com a chegada de concorrentes mais modernas na mesma faixa de cilindrada, a renovação foi mais que necessária.

Com ou sem carenagem

Habitual na linha Bandit, foram mantidas as versões naked e semi carenada. Ambas tiveram alterações no design, em uma tentativa de modernizá-las, o que pode gerar certa discórdia entre os fãs da saga dessa naked de sucesso. O argumento dos admiradores é de ter perdido a “aura” de moto bandida – marca registrada dessa bela naked criada em 1996 – desde quando foi apresentada a primeira (e sóbria) versão de 650 cm³.

Novidades em comum das duas versões estão a rabeta mais afilada, escapamento redesenhado, novo pára lama traseiro e pintura da balança e das bengalas na cor preta. O motor também volta a ter pintura na cor preta, como nas primeiras unidades da Bandit 650 carburadas. No quesito segurança a Bandit deu um passo a frente, já que adotou o sistema de freios ABS em sua versão topo de linha. Além do banco da garupa ter uma saliência para evitar escorregões em freadas mais fortes.

Na versão “N”, as novidades são o farol multifacetado (sem a pestana entre o painel e farol da versão anterior), painel mesclando mostradores analógicos e digitais; para concluir o tanque recebeu novas aletas. Já a semi carenada – batizada de S – apresenta um novo farol, porém com um único refletor, o que gera certa regressão comparada às versões anteriores que possuíam farol duplo. Compensando o novo farol único a carenagem tem dois porta objetos nas pontas, facilitando a vida do piloto.

Mais do mesmo

Após conferirmos os poucos dados divulgados na ficha técnica da “nova” Bandit 650 e os comparando com a versão anterior, nota-se que não há novidades. O bom e confiável motor de quatro cilindros em linha de 656 cm³ gera 85 cv de potência a 10.500 rpm e 6,27 kgf.m a 8.900 rpm. A alimentação é feita por injeção eletrônica e a refrigeração é líquida. Tomando por base o modelo anterior a unidade motriz dessa naked garante boas arrancadas e disposição suficiente para rodar em ruas e estradas, seja pilotando sozinho ou com garupa.

Montada num quadro de trave dupla em aço, a “bandida” apresenta a receita padrão em motos naked: freios com duplo disco na dianteira e simples na traseira, suspensão dianteira com garfos telescópicos e monoamortecimento na roda traseira. Ambas as suspensões possuem opção de regulagem de pré-carga e retorno da mola.

Os manetes de freio e embreagem também possuem regulagens, com quatro posições de distância para ambos; a altura do banco do piloto também é ajustável e pode variar entre 790 e 810 mm.

Por enquanto apenas lá fora

A J. Toledo, representante da Suzuki no Brasil, jogou balde de água fria em quem esperava a nova Bandit 650 em terras tupiniquins. Segundo a assessoria de imprensa da marca, não há previsão de chegada do modelo novo ao Brasil. Na Inglaterra, a moto custa a partir de 5.000 libras na versão N, sem ABS, ou seja, cerca de R$ 16.000.



Fonte:
Agência Infomoto




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