Supermotard à italiana

Nova Ducati Hypermotard passa a ser produzida em série e já chega às ruas da Europa e EUA.

Por Leandro Alvares

Murillo Ghigonetto

Quando a Ducati reuniu a imprensa especializada no Salão de Milão em 2005 para mostrar a Hypermotard, ninguém poderia imaginar os planos da montadora com esta “supermotard”  de incríveis 1100cc. 

Na ocasião, a agitação do público e da mídia em torno do modelo foi tanta que a moto chegou a ganhar um prêmio de design concedido pela Motorcycle Design Association com o título de “Best of Show”.

Agora, quase dois anos depois de sua primeira aparição, a Ducati decide não frustrar as expectativas de seus fãs e anuncia a produção em série desta “macchina” italiana, com início de comercialização já para o início deste mês na Europa.

Concorrente direta de modelos como a KTM Supermoto 950 e BMW HP2 Megamoto, a nova Hypermotard parece ser um misto de vários estilos, mas com alma focada nas supermotos. Na dianteira, o destaque está no desenho utilizado para dar forma ao curto pára-lama e à carenagem frontal, como se fizessem parte de uma mesma peça plástica.

O painel de instrumentos é digital e não conta com nenhum botão. Para visualizar suas informações, basta fazer a seleção do menu por meio de uma pequena chave seletora localizada à esquerda, no guidão.
 
Um dos destaques no desenho da Hypermotard é a posição dos espelhos retrovisores, presos às extremidades das duas manoplas. O tanque de combustível tem capacidade para 12,4 litros e está encoberto por duas carenagens laterais bem ao estilo off-road. Na traseira, destaque para o desenho curto da rabeta, formada por um belo conjunto óptico de LEDs, fixada um pouco acima das duas saídas do escape.

O estilo de supermotard não está presente apenas no nome e no desenho desta nova Ducati, mas também na posição de pilotagem. Graças ao formato e à altura do assento (835 mm), o piloto consegue uma condução um pouco mais à frente, o que centraliza o ponto de equilíbrio do modelo e prioriza a versatilidade em manobras mais ousadas no trânsito urbano ou até mesmo nas pistas.
 
Se até aqui a Hypermotard já surpreende, é no desempenho que ela realmente mostra seus verdadeiros dotes. Muitos dos seus componentes, como chassi e motor, diga-se, são praticamente os mesmos que equipam a Multistrada 1100, também da Ducati. Neste sentido, o propulsor é um potente bicilindrico em “L” de 1078 cm³ e duas válvulas por cilindro com distribuição desmodrômica, marca registrada da Ducati.

O arrefecimento é a ar e a potência é de 90 cv a 7.750 rpm, com torque de 10,5 kgf.m a 4.450 rpm. A alimentação de combustível fica a cargo de uma injeção eletrônica da Marelli, com câmbio em seis velocidades e transmissão final feita por corrente. Segundo a montadora, tanta força pode empurrá-la facilmente a velocidades superiores a 200Km/h, marca muito expressiva para a categoria. Tudo isso é responsável por tornar a Hypermotard em uma das supermotos mais nervosas e, por que não, desejadas. Mas não pára por aí.

Na ciclística a Ducati também não deixou nada a desejar. O quadro segue o padrão usual da montadora, com sua estrutura tubular em treliça, pintado na mesma cor da motocicleta. Na dianteira o garfo é da Marzocchi, com suspensão upside-down, tubos de 50 mm e curso da suspensão de 165 mm. Na traseira a balança usa uma suspensão monoamortecida da Sachs, com curso de 141 mm.

Os freios duplos da Brembo de 305 mm na dianteira estão presos a uma roda de 17 polegadas e pneus na medida 120/70. Na traseira o conjunto é formado por um disco simples de 245 mm e roda também de 17 polegadas com pneu na medida 180/55.

Na Europa, a Ducati vai disponibilizar duas versões: a 1100 e a 1100 S, esta última com apelo um pouco mais esportivo, com leves alterações no visual e na regulagem ciclística da moto. O preço da nova Hypermotard no Velho Continente é de cerca de 11.500 euros. No Brasil, o Grupo Izzo, representante oficial da marca, não revelou planos de importar a máquina.

Fonte:
Agência Infomoto

Compartilhe:

Receba notícias de moto.com.br