Satisfação do motociclista atingiu recorde

Estudo da J.D. Power Associates mostrou que os americanos estão mais satisfeitos que nunca.

Por André Jordão

Arthur Caldeira

Em um cenário de queda de 30% nas vendas em função da crise financeira a competição entre os revendedores de motocicletas nos Estados Unidos está mais acirrada do que nunca. Quem ganha com isso é o consumidor, revela uma pesquisa divulgada recentemente pela J.D. Power Associates, renomada empresa de marketing norte-americana.

O estudo realizado pelo 12º ano consecutivo apontou um nível recorde de satisfação dos consumidores que adquiriram uma moto entre setembro de 2008 e Maio de 2009. Mais de 8.000 motociclistas norte-americanos foram entrevistados pela J.D. Power.

De acordo com suas respostas o nível de satisfação atingiu 838 pontos em uma escala de 1.000 – um aumento de 24 pontos em relação ao estudo anterior e recorde do setor. Ainda segundo a pesquisa, a satisfação melhorou em todos os cinco quesitos levados em consideração: produto, qualidade, custo de ser proprietário, vendas e serviço.

Porém o aumento foi maior nas vendas e nos serviços prestados pelos revendedores. “Com vendas caindo cerca de 30% no último ano, os fabricantes estão competindo ainda mais por cada consumidor”, analisou Todd Markusic, diretor da divisão automotiva da J.D. Power. “o resultado dessa competição mais acirrada é que a qualidade e o desempenho das motocicletas estão mais altos do que nunca e os revendedores estão dando muito mais atenção à experiência dos consumidores na compra e na manutenção de suas motos”, concluiu.

O estudo ainda constatou que os revendedores que fizeram contato telefônico após a venda ou uma revisão, chamado de “follow-up” no jargão do marketing, garantiram clientes mais satisfeitos. Em média, entre os clientes que foram contatados por telefone a satisfação com a compra é cerca de 170 pontos maior do que entre os que não receberam atenção dos revendedores.

“A ligação de ‘follow-up’ é um conceito muito simples e básico, entretanto 20% dos compradores de motos novas não receberam nenhuma ligação e 56% dos que revisaram suas motos não foram contatados”, esclareceu Markusic.

Apesar de o estudo ter sido realizado nos Estados Unidos, o cenário no mercado brasileiro de motocicletas não é muito diferente. Afinal, o setor de duas rodas também deve fechar o ano de 2009 com queda de 20% nas vendas e fidelizar o cliente com produtos de qualidade e bom atendimento são conceitos universais, que valem tanto acima quanto abaixo do Equador.


Fonte:
Agência Infomoto

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