Projeto tenta liberar faixa de ônibus para motos

Proposta do vereador Adolfo Quintas está em discussão na Câmara Municipal de São Paulo.

Por Leandro Alvares

Liberar as faixas exclusivas de ônibus para as motocicletas. Este é o objetivo do Projeto de Lei 135/05, que está em discussão na Câmara Municipal de São Paulo.

Proposta pelo vereador Adolfo Quintas (PSDB) em março de 2005, a idéia já foi aprovada na 1º fase de discussão, durante sessão extraordinária na casa, tendo somente um voto contrário, o do vereador Chico Macena (PT).

A aprovação do dia 19 de abril, contudo, foi simbólica e ainda depende de nova votação. “Temos 400 mil motociclistas circulando diariamente em São Paulo”, destacou o idealizador Quintas. “A moto representa agilidade, só precisamos conduzir isso, o que não tem dado certo por enquanto”, acrescentou.

Quintas salientou também a necessidade de providências em relação aos acidentes cada vez mais freqüentes envolvendo motos, que têm inclusive custado caro para o Estado. “A despesa é alta, tem a mobilização da CET, de ambulâncias, é gente que não acaba mais. O ideal, na verdade, seria ter faixas exclusivas. Pelo menos na avenida 23 de Maio, na Radial Leste e nas marginais, mas isso é complicado. Já foram feitos estudos e não dá. Então eu tive essa idéia”.

Único voto contrário ao projeto, Chico Macena disse que “o corredor de ônibus tem que ter exclusividade, o que permite que eles ganhem velocidade comercial. Com isso, é possível diminuir o tempo de percurso e o intervalo e, portanto, fazer com que os ônibus andem menos lotados”.

“Não é o primeiro projeto desse tipo. Já tentaram liberar as faixas exclusivas para prestadoras de serviços, para veículos oficiais, tem de tudo. Estamos colocando as motos, que são veículos frágeis, para atuar no corredor, onde tem carros de grande porte. O impacto de uma moto com um veículo de passeio é muito menor do que com um caminhão e um ônibus”, argumentou Macena.

O vereador Quintas questionou o pensamento do colega. “Sou motociclista desde os 18 anos, estou com 53. É mais arriscado o cara passar no corredor estreito entre os carros do que entre os ônibus. Entre os carros, arranca espelho, é um problema. Eu já fiz isso muitas vezes. Hoje, a gente vai com o joelho encolhido”, replicou.

A proposta foi apresentada ao secretário municipal de Transportes, Frederico Victor Moreira Bussinger, e ao presidente da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), Roberto Salvador Scaringella, que devem emitir um parecer técnico sobre a questão.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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