Nova Suzuki GSX-R 1000

Além de motor mais potente, modelo traz tecnologia de ponta das pistas de Moto GP.

Por Leandro Alvares

Arthur Caldeira

Ao analisarmos a ficha técnica, os números de desempenho e as novidades tecnológicas introduzidas na geração 2007 da GSX-R 1000, podemos prever que a Suzuki criou, novamente, uma campeã das pistas. Assim como foi a versão anterior K5, campeã mundial de Superbike em 2005, com o piloto australiano Troy Corser.

A GSX-R 1000 2007, chamada de K7, é completamente inédita: traz um novo quadro de dupla trave superior em alumínio, novas suspensões, uma nova balança traseira, pedaleiras ajustáveis, enfim, diversas novidades para fazer dela uma campeã das pistas. Entretanto, o que interessa mesmo em uma moto desse segmento é seu motor. Nesse quesito, a Suzuki caprichou.
 
Mais eficiência = maior potência

A chave para obter mais potência, uma melhor resposta na aceleração e, ao mesmo tempo, reduzir a emissão de gases é uma queima eficiente do combustível. A fabricante conseguiu tudo isso e um pouco mais graças à avançada tecnologia introduzida no novo propulsor, um quatro cilindros em linha de 999 cm³ (DOHC) com arrefecimento líquido que traz pistões forjados em alumínio, eixos de comando ocos (para reduzir o peso) e um balancim extra para reduzir as vibrações.

Com o objetivo de “queimar” combustível com mais eficiência, a Suzuki trabalhou na injeção eletrônica, agora mais compacta. O já conhecido sistema Suzuki Dual Throttle Valve  — que consiste em duas borboletas, uma comandada pelo piloto por meio do acelerador e outra comandada pela centralina de acordo com a rotação do motor, marcha engatada, etc — foi melhorado.

Os bicos injetores têm agora 12 pequenos orifícios em vez dos quatro furos maiores utilizados anteriormente. Com isso a nebulização da mistura ar-combustível é mais eficiente. Tudo para manter o propulsor bem alimentado.

Os dutos de admissão e escape foram retrabalhados e estão 8% maiores, assim como as válvulas (em titânio) com comando “mais bravo”. Toda essa tecnologia permitiu um aumento de 7 cv na potência máxima, passando dos anteriores 178 cv a 11.000 rpm para 185 cv a 12.000 rpm.

Parece pouco, mas lembre-se que uma corrida pode ser ganha por milésimos de segundos, portanto uns cavalinhos a mais não são nada mal. Para se ter uma idéia a nova Suzuki GSX-R 1000 tem mais potência que qualquer moto que disputa atualmente o Campeonato de Superstock (para motos de série) equipadas com escapamento racing.

Ao estilo da Moto GP

Claro que os 7 cavalinhos a mais não são a única (e grande) novidade nessa usina de força. O destaque fica mesmo para o pequeno botão localizado no punho direito. Ao estilo da MotoGP permite ao piloto selecionar entre três diferentes tipos de mapeamento para a entrega dessa potência toda. É quase como ter três diferentes tipos de moto ao seu dispor.

No modo “A” você tem força total. No modo “B”, a potência é diminuída em baixas rotações, mas a partir das 9.000 rpm a usina de força está de volta. No modo “C” mantém pouca potência em médios e baixos regimes, mas o motor pára de entregar mais potência acima das 8.000 rpm. É como transformar a sua 1.000 em uma 600 cc.

Mas para que serve isso? Bom, imagine você no circuito australiano de Phillip Island com suas curvas rápidas e suas retas extensas, use o modo “A”. Pense agora em um circuito mais travado com pista molhada, quando você precisa de uma aceleração inicial mais suave nas saídas de curva, mas ainda precisa de toda a força em longas retas. Use o modo “B”. Já na opção “C”, basta mentalizar um dia chuvoso e aquela serra travada com o asfalto liso e já dá para se ter uma idéia da utilidade da “traquitana”.

Ciclística

Completando a modernização da nova Suzuki 1000 está o quadro de dupla trave superior em liga de alumínio e as novas suspensões. Os garfos telescópicos invertidos (upside-down) de 43 mm de diâmetro na dianteira e o monoamortecedor na traseira ganharam regulagem na velocidade da compressão, além do ajuste de retorno e na pré-carga da mola.

Novidade mesmo é o amortecedor eletrônico de direção, de funcionamento similar ao que equipa a Honda CBR 1000 RR.  A grande vantagem desse tipo de amortecedor de direção é que ele enrijece o guidão de acordo com a velocidade, facilitando as manobras em baixa velocidade. Para que a moto fique bem ao gosto do piloto, as pedaleiras da nova GSX-R 1000 podem ser ajustadas em três diferentes posições.

Design

Visualmente a principal mudança fica por conta dos dois escapamentos, em substituição ao solitário escape com formato triangular da versão anterior K5. Agora o sistema 4-1-2 com duas saídas, uma de cada lado, garantiu um peso maior à moto mas, segundo a fábrica japonesa, a centralização de massas está melhor.

Obviamente a carenagem foi estudada em túnel de vento e teve sua área frontal reduzida, porém, a bolha está mais alta para garantir proteção aerodinâmica superior quando os 185 cv estiverem a todo vapor.

Para completar o cockpit, o piloto desta superesportiva tem a sua frente um conta-giros analógico, velocímetro digital, shift-light (luz que indica a hora de trocar de marcha) e indicador de marcha engatada, e outras coisas mais supérfluas, como relógio, hodômetros etc. Resumindo, não falta quase nada para que a Suzuki GSX-R 1000 venha a ser a nova campeã das pistas de Superbike. Apenas um piloto a altura para domá-la.

Ficha Técnica

Motor: 4 tempos, quatro cilindros em linha, DOHC, refrigeração líquida
Capacidade: 999 cm³
Câmbio: 6 marchas
Transmissão final: por corrente
Alimentação: Injeção eletrônica
Ignição: Eletrônica digital
Comprimento total: 2.045 mm
Largura total: 720 mm
Altura: 1.130 mm
Distância entre eixos: 1.415 mm
Altura do assento: 810 mm
Peso a seco: 172 kg
Suspensão dianteira: Telescópica invertida (upside-down) e totalmente ajustável
Suspensão traseira: Balança monoamortecida com amortecedor a óleo totalmente ajustável
Freio dianteiro: Disco duplo de 310 mm de diâmetro, com pinças de quatro pistões fixadas radialmente
Freio traseiro: Disco simples de 220 mm de diâmetro com pinça de um pistão
Pneu dianteiro: 120/70-ZR17
Pneu traseiro: 190/50-ZR17
Tanque de combustível: 18 litros
Potência máxima: 185 cv a 12.000 rpm
Cores: Branco/Azul, Amarela/Preta e Vermelha/Prata (Europa)

Fonte:
Agência Infomoto

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