Mulheres motorizadas sobre duas rodas

O mundo das motocicletas já foi considerado um ambiente masculino, mas isso está mudando. Atualmente, 25% das motos novas comercializadas no país são adquiridas por mulheres, segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas). Prova de que elas estão desafiando o trânsito das grandes cidades e utilizando o meio de transporte individual mais prático e econômico que existe.

O aumento da presença feminina no mercado de motos também pode ser confirmado por uma estatística recente da Caixa Consórcios, que identificou que de cada quatro consórcios de moto comercializados desde o lançamento do produto, em dezembro do ano passado, pelo menos um tinha sido adquirido por mulher.

 “Aquela história de que lugar de mulher é na garupa já é coisa do passado. Só em 2010, quase meio milhão de mulheres adquiriram suas próprias motos, revela a Abraciclo”, afirma o diretor de operações da empresa, Antônio Limone.

A migração das mulheres da garupa para o guidão começa a mexer com o mercado das duas rodas. Já são desenvolvidos produtos com design e cores pensando nesse público. O diretor da Abraciclo, Moacyr Paes, explica a preferência delas: "As mais procuradas pelas mulheres são as scooters, que por serem automáticas, permitem a condução na posição sentada, e não montada, como nas outras motocicletas".

Um fato curioso sobre motos e mulheres é que o clube de motociclistas mais antigo do mundo é formado apenas por mulheres. O Motor Maids foi reconhecido oficialmente em 1940 pela Associação Norte-Americana de Moto Clubes. Hoje cerca de 1.200 filiadas americanas e canadenses seguem unidas pela paixão de guiar em duas rodas.



Fonte:
Equipe MOTO.com.br




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