Motociclista exige segurança no pedágio

Manchas de óleo têm sido um risco aos condutores na 'parada obrigatória' da Dutra.

Por Leandro Alvares

No próximo dia 24, será completado o primeiro mês da retomada de cobrança de pedágios para motos por parte da Nova Dutra, concessionária responsável pela Rodovia que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.

A medida polêmica ainda é contestada por diversos motociclistas, que criticam não somente o valor das tarifas — que varia de R$ 1,60 a R$ 3,70 —, mas também a falta de atenção para com a segurança dos condutores dos veículos de duas rodas.

Segundo Jefferson Batista Santiago, internauta do MOTO.com.br, as cabines preferenciais para as motocicletas estão freqüentemente com a pista manchada de óleo. “Eu quase cai logo na primeira parada”, contou.

“Quando alertei um funcionário da Nova Dutra sobre o risco, ele respondeu que iria continuar da mesma maneira, pois o óleo é deixado pelos caminhões e que nada poderia ser feito. Na segunda, parada o mesmo problema: óleo na pista da cabine”, relatou Santiago.

Neste primeiro mês da cobrança de pedágio, a Rodovia Presidente Dutra presenciou algumas manifestações de motociclistas, indignados com as taxas abusivas. As alegações foram de que as motos não provocam um desgaste nas pistas que justifique os preços atuais.

De acordo com a Nova Dutra, a imposição do pedágio para motocicletas se deve ao aumento da frota e, conseqüentemente, do índice de acidentes e ocorrências ocasionadas pelos veículos de duas rodas. A concessionária ainda ressalta que o número total de acidentes na rodovia em 2001 foi de cerca de nove mil, dos quais 564 envolvendo motos. No ano passado, o número diminuiu para 8.464, porém, o número de motocicletas envolvidas subiu para 922, um aumento de 63%.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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