Mercado registra queda de 16,42% em 2009

Ano passado foram emplacadas 1.609.251 motos. Em 2010 a previsão é de retomar o crescimento.

Por André Jordão

Aldo Tizanni

Contra números não há argumentos. O ano de 2009 não foi bom para o setor de duas rodas. As vendas de motocicletas caíram 16,42%. No balanço do ano, divulgado em 5 de janeiro pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o segmento emplacou 1.609.251 motos, contra 1.925.514 unidades em 2008. O desempenho do setor foi pior até que o obtido em 2007, quando 1.708.640 novas motocicletas ganharam as ruas. Mas as projeções para 2010 são bastante otimistas: crescimento de mais de 10%.

Ano passado foram emplacados 4.843.030 veículos – entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos. Apesar do número, o setor de forma geral apresentou queda de 0,13% em relação a 2008. Porém, na contra mão do segmento de duas rodas, ou melhor, no ritmo das reduções de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e na maior oferta de crédito, o mercado de automóveis e comerciais leves teve desempenho acima do esperado, totalizando alta de 12,66% no acumulado do ano. As duas categorias juntas venderam 3.009.482 unidades, considerado um recorde histórico.

Motos

O setor de duas rodas foi o mais sacrificado no período pós crise. Segundo a Fenabrave, que reúne os distribuidores de veículos, este ano o mercado de motos vai recuperar as perdas de 2009 e crescerá 10,30%. A expectativa é que o número de motos emplacadas em 2010 gire em torno de 1.775.000. “Parece uma projeção muito otimista, mas não é. Prova disso é o resultado de dezembro, no qual foram emplacadas quase 158 mil motos. É um número bastante expressivo”, explica Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, dizendo que 2010 “será o ano da recuperação”.

Na avaliação do dirigente, a recuperação do setor de duas rodas se dará com o crescimento da economia. “E isto já está acontecendo. Gradativamente o crédito voltou ao mercado e há uma maior aprovação das fichas cadastrais dos consumidores. Para incentivar o consumo, o Governo decidiu reduzir para 0% o Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) para motocicletas de até 150 cilindradas. Com a economia voltando à normalidade, os bancos também ampliarão suas linhas de crédito, porém com taxas de juro maior”, concluí Reze.

Raio-X do mercado de duas rodas

No acumulado de 2009, a Honda se mantém na liderança absoluta do mercado de duas rodas. Detém 73,06% do número de emplacamentos realizados ano passado, o que representa 1.175.800 motos vendidas. Em 2009 a marca nipônica ampliou sua participação no setor, já que no balanço de 2008 tinha 69,42%.

A Yamaha enfrentou um ano difícil, mas no “frigir dos ovos” a marca dos três diapasões manteve sua participação estável se compararmos o desempenho de 2008 (12,34%). A Yamaha fechou o ano com 12,11% do mercado, com um total de 194.855 unidades emplacadas.

Já a Dafra vem gradativamente ganhando espaço. Atualmente é a quarta força do setor – posição ocupada em 2008 pela Sundown. A marca pulou de 3,47% em 2008 para 4,06% de participação em 2009, quando emplacou 65.374 motos.

Analisando os números de desempenho do ano passado, Suzuki e Sundown perderam espaço no mercado motociclístico. A Suzuki detinha 7,37%, em 2008 e caiu para 5,15% (82.920 motos). A queda se deve em parte pela falta de lançamentos em sua linha de 125cc.

Com problemas de gestão, a Sundown despencou no ranking das montadoras. Perdeu mais da metade de seu espaço entre os consumidores. Em 2008 tinha 4,19% do total de motos emplacadas. Ano passado vendeu apenas 39.577 unidades, o que representa apenas 2,46% de todas as motos emplacadas no País.


Fonte:
Agência Infomoto

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