Mercado cresce 8,56% no 1º semestre

De janeiro a junho foram emplacadas 831.200 motocicletas em todo o território nacional.

Por André Jordão

Aldo Tizzani

No primeiro semestre do ano foram emplacadas exatas 831.200 motocicletas. Resultado que aponta crescimento de 8,56% se compararmos com o mesmo período do ano passado (765.691 unidades). Porém em junho houve uma retração de 3,62% em relação a maio – 138.647 contra 143.853. Os dados foram divulgados hoje, 1º de junho, pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Segundo os dados mensais, o setor de duas rodas detém 33,70% de participação nas vendas de veículos.

O setor de autos lidera o ranking de emplacamentos com 48,20%, o que representa no semestre 1.188.889 carros novos em circulação.  O destaque fica para o segmento de caminhões. No período obteve crescimento recorde, de 54,57%, com 70.880 unidades emplacadas. No total, 2,4 milhões de novos veículos ganharam as ruas, avenidas, rodovias e áreas rurais neste primeiro semestre. Os segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus apresentaram o melhor semestre da história.

“Hoje, depois da crise global, o setor de duas rodas ainda paga um alto preço pela seletividade imposta pelas instituições financeiras. Há certa dificuldade na aprovação cadastral dos consumidores”, conta Sérgio Reze, presidente da Fenabrave. Em função destas dificuldades e também de uma acomodação do mercado, a entidade refez os cálculos de projeções para o setor de duas que caiu de 10,3% para 7,99%, totalizando pouco mais de 1,7 milhão de unidades comercializadas até o final de 2010.

Segundo Reze, um crescimento na casa dos 8% já é um resultado bastante favorável para o fortalecimento do segmento de duas rodas. “Não é bom para o setor um crescimento de forma tão acelerada e vigorosa como tivemos em anos anteriores”, afirma.

Analisando o setor de duas rodas, Sergio Reze diz que antes da crise global, os grandes players do mercado foram perdendo espaço para as marcas de origem chinesa. A Honda, por exemplo, chegou a ter menos de 70% de participação. “Atualmente, entretanto, os bancos estão privilegiando as marcas mais tradicionais. Assim, Honda e Yamaha levam certa vantagem na liberação de crédito para sua linha de produtos”, analisa o presidente da Fenabrave. 

Ranking e curiosidades

No acumulado do ano, a Honda mantêm larga vantagem sobre a concorrência. Líder, a marca japonesa tem 77,40% de market share, seguida pela Yamaha, com 11,49%.  Suzuki e Dafra brigam palmo a palmo pela terceira colocação. No primeiro semestre pequena vantagem para a marca de origem japonesa – 3,67% contra 2,93% da empresa brasileira.

Outra curiosidade é que a região Nordeste tem se destacado no cenário de duas rodas pelo volume de emplacamentos. Hoje é a segunda força, com média de 33,68% de todas as motos emplacadas no Brasil neste semestre. Há uma explicação: muitos concessionários, que apresentam fôlego financeiro ou fazem parte de grandes grupos empresariais, oferecem financiamento próprio. Além disso, nesta modalidade de crédito há baixos índices de inadimplência no nordeste. Mas a região Sudeste continua na liderança do ranking de vendas, com média de 34,60% do mercado de duas rodas no primeiro semestre.

Para finalizar, o veículo mais vendido do Brasil continua sendo a Honda CG 150 Titan. No acumulado do ano foram emplacadas 191.494 unidades, contra 131.809 do VW Gol. Detalhe, só a família CG (125 e 150cc) – com 378.436 unidades emplacadas no primeiro semestre - vende mais que a soma das unidades comercializadas pelo VW Gol, Fiat Uno, Fiat Palio e GM Celta, com 359.009 automóveis.


Fonte:
Agência Infomoto

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