Honda lança versão mais aventureira da Africa Twin

Para ser uma big trail de verdade e encarar qualquer desafio, a moto precisa de tanque grande, roda dianteira de 21 polegadas, elevado vão livre do solo e suspensões de longo curso. Atenta a essa lista de exigências a Honda lançou uma nova versão da Africa Twin chamada de Adventure Sports.

Segundo Kenji Morita, líder de projeto do produto “acrescentamos tudo o que faltava para a Africa Twin encarar uma longa aventura por qualquer caminho”. A nova versão, já à venda na Europa, traz novidades na eletrônica, posição de pilotagem e itens de conforto para encarar as consagradas BMW R 1200 GS Adventure e KTM 1290 Super Adventure R. 

Algumas mudanças garantiram um porte volumoso e imponente, entre elas o banco. Agora está mais alto (90/92 cm do chão) está plano e exigirá pernas longas e mais perícia dos pilotos. Parte dessa elevação fica por conta do maior vão livre do solo que chega a 27 cm.


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Apesar da grande distância livre do solo, o fabricante equipou a Adventure Sports com um peito de aço para proteger as curvas do escape e as partes baixas do motor, principalmente o cárter. Um enorme protetor envolve a parte superior do propulsor, o radiador e a carenagem diminuindo o risco de avarias em caso de queda.

Outra novidade é a suspensão. Na dianteira as bengalas Showa de 45 mm de diâmetro oferecem 252 mm de curso. "Na traseira, a balança monoamortecida possui curso de 240 milímetros. O sistema oferece regulagem total (compressão e retorno) e tem curso maior do que a versão standard. Em terrenos irregulares, o piloto conta com pedaleiras específicas para o off-road, quando se mantém em pé para manter maior controle e estabilidade. Elas são mais largas e possuem ranhuras que ajudam a fixação do pé em trechos com lama. 

Para rodar no fora-de-estrada, a Honda também homologou para a nova Africa Twin os pneus Continental TKC 80, com cravos mais salientes. Apesar de aumentarem a aderência na terra, eles têm índice de velocidade limitado a 180 e 160 km/h, respectivamente.


Chuva, frio e neve
A proteção contra poeira e outras intempéries fica a cargo da nova carenagem maior. O para brisa está 8 cm mais alto e ajuda a desviar o vento, areia, chuva e neve. Ainda falando em proteção, o punho aquecido é item de série na versão Adventure Sports. Quem já viajou por regiões geladas sabe a importância de tal equipamento.

A Africa Twin Adventure Sports também já incorpora as mudanças mecânicas no motor, sistema de exaustão e bateria implementadas na linha 2018 da Africa Twin. O propulsor de 998 cc, dois cilindros paralelos, atinge a potência máxima de 95 cv (a 7.500 rpm) e torque máximo de 9,9 kgf.m a 6.500 giros. Câmbio de seis marchas e transmissão final por corrente completam o conjunto motriz. 

Para alimentar o motor a Adventure ganhou tanque de maior capacidade, passando dos 19 para 24,2 litros. De acordo com a Honda, a autonomia pode chegar a 500 quilômetros.

Acelerador eletrônico
O modelo 2018 da Africa Twin recebeu o acelerador eletrônico, que trouxe também três modos de pilotagem. Os modos são Tour, Urban e Gravel e controlam a entrega de potência, o freio motor e o controle de tração. Há ainda o modo User, no qual é possível personalizar os níveis ao gosto do piloto.

O controle de tração (HSTC) também foi aprimorado. Agora são 7 níveis, além da opção de desligá-lo. O nível 1, por exemplo, é indicado para quem busca desempenho no uso fora de estrada. Já o nível 7 é o mais seguro (e intrusivo) controlando a tração – no caso de asfalto molhado, por exemplo. Freios ABS, que podem ser desligados, completam o pacote tecnológico da aventureira.

O modelo já está sendo vendido na Europa com o preço de 14.700 Euros (cerca de R$ 59.400), disponível apenas na cor branca com grafismos que remetem a XRV 650, a Africa Twin pioneira lançada em 1988. A CRF 1000 L, versão standard do modelo, sai por 13.250 Euros (R$ 53.500).


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Africa Twin CRF 1000 L também muda para 2018
Para a versão 2018 da Africa Twin CRF 1000L ocorreram mudanças importantes no motor, sistema de exaustão e parte elétrica. A bateria, por exemplo, agora de íon de lítio, teve uma redução de peso de 2,3 kg. A Honda garante que o componente oferece maior carga e consegue retê-la por mais tempo, mesmo que a moto não seja utilizada em longos períodos.

O sistema de escapamento ganhou mudanças internas (com dois catalisadores), silenciador de menor volume. O motor tem novos balanceiros (300 g, mais leves), a caixa de filtro de ar também recebeu alterações. As novidades eletrônicas também foram adotadas no modelo standard.



Fonte:
Agência Infomoto




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