Estado combate o comércio ilegal de motos

Operação Cavalo de Aço entrou em ação na semana passada, no centro de São Paulo.

Por Leandro Alvares

O combate ao comércio ilegal de peças de motocicletas promete ser mais incisivo na capital paulista a partir deste ano. Na última quinta-feira, as Secretarias da Fazenda e da Segurança Pública do Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura da Cidade de São Paulo realizaram uma ação conjunta na região central do município, a qual levou o nome de “Operação Cavalo de Aço”.

Logo no início da batida, três homens foram detidos em flagrante. A polícia descobriu na rua Guaianazes, 467, uma câmera escondida que enviava imagens do movimento de entrada da loja para um depósito nos fundos, onde no momento da autuação estavam sendo desmontadas três motos, atrás de uma parede falsa.

O objetivo da operação era justamente detectar e impedir o comércio clandestino e receptação de peças de motos, originárias de furto ou roubo. A ação se concentrou no quadrilátero formado pelas ruas dos Gusmões, Vitória, Conselheiro Nébias e Guaianazes.

Os três homens foram encaminhados ao Deic (Departamento de Investigação Sobre o Crime Organizado), acusados de receptação e adulteração de veículos, visto que as motos não tinham identificação. Cinco motores com adulteração de identificação foram apreendidos no mesmo local. No início da tarde, o Deic já havia identificado um dos motores: pertencia a uma motocicleta roubada na quarta-feira, no bairro de Itaquera, na zona Leste.

A força tarefa reuniu 210 agentes públicos, dos quais 63 agentes fiscais de renda, da Secretaria da Fazenda, policiais civis e militares, integrantes da Guarda Civil Metropolitana, técnicos da sub-prefeitura da Sé e do Contru (Controle do Uso do Solo). Foram selecionados previamente 20 locais para serem vistoriados, mas a “Operação Cavalo de Aço” acabou se estendendo a outros 13 estabelecimentos.

Somente num prédio de dois andares, na rua Guaianazes, 372, cinco lojas não possuíam inscrição estadual nem documentos fiscais referentes às mercadorias. Todo o material foi apreendido pelos fiscais da Secretaria da Fazenda para ser analizado, podendo resultar em autos de infração, nos casos comprovados de sonegação fiscal ou irregularidades na documentação. Se houver indícios de receptação de mercadoria furtada ou roubada será aberto inquérito policial e a mercadoria ficará à disposição da Justiça.

Um balanço parcial elaborado pelos integrantes da força tarefa indica que, além das prisões, nove lojas não têm inscrição estadual, portanto estão impedidas de exercer atividade comercial. Duas estavam fechadas e outras 22 regularmente cadastradas na Secretaria da Fazenda.

Foram apreendidas motos usadas, sucatas, peças e partes de motos. Para recolher o material apreendido foram necessários dois caminhões (um aberto e um baú) da Prefeitura. As mercadorias apreendidas foram levadas para o depósito do Posto Fiscal da Fazenda.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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