Especial: Salão Internacional de Milão

Maior feira de motos do mundo foi palco de novidades para todos os gostos.

Por Leandro Alvares

Arthur Caldeira (enviado especial)

Em Milão, assim como em toda a Itália, scooters e motos de diversas cilindradas povoam as ruas. O italiano é um povo apaixonado por motocicletas. Durante o período do Salão Internacional de Motocicletas, essa paixão então fica a flor da pele.

Tanto que a 65ª edição do EICMA (Esposizione Internazionale del Ciclo e Motociclo), que começou na terça-feira termina neste domingo, consagrou o evento como o maior do mundo.

Em uma área de 400.000 m², cerca de 2.000 marcas de 45 diferentes países mostraram suas novidades para um público de mais de meio milhão de pessoas — foi esse o número de visitantes da edição de 2006 do evento que a organização espera superar este ano.

Aproveitando esse público apaixonado por motos, as fábricas não economizaram nos lançamentos. A Ducati, em casa e feliz da vida com a conquista do título mundial de MotoGP, mostrou três novos modelos: a superesportiva 848, que vai substituir o motor e o design ultrapassado da 749; a superesportiva 1098 R, que vai disputar o Campeonato Mundial de Superbike em 2008; e a nova Monster, a naked que é um dos modelos mais vendidos da marca.

Aliás, a Monster ganhou um desenho mais atual, com um farol excêntrico e subquadro em alumínio. Recebeu também um propulsor maior, agora de 696cc e 80 cv — antes eram 695cc e 73 cv. Foi, sem dúvida, uma das vedetes do Salão.

Outra marca italiana que fez sucesso foi a Aprilia. Mostrou a Dorsoduro, uma enorme e bela supermotard com motor de 750cc. Apresentou também uma moto-conceito inovadora. Trata-se da FV2, que usa um inédito motor V2 de 1200cc, e tem quadro em fibra de carbono. Além de uma suspensão dianteira sem garfo, usando o sistema de paralelogramo.

Já na Moto Guzzi, o destaque era para a Stelvio, a primeira big-trail da tradicional marca. Usa um novo motor de dois cilindros em “V”, posicionado transversalmente, de 1200cc e quatro válvulas por cilindro.

Honda de olho no futuro

A Honda também mereceu destaque no Salão de Milão. De olho no mercado italiano e no futuro, a montadora japonesa apresentou quatro novos modelos. Dois scooters: o Forza de 250cc e o Lead de 100cc. Mas as grandes novidades ficaram por conta das motos.

Primeiro a CB 1000R, uma naked que vai substituir a Hornet 900. Com visual arrasador, a CB 1000R usa o motor de quatro cilindros em linha da antiga CBR 1000RR FireBlade.

Mas o olho no futuro está na DN-01, a primeira de uma geração de novas motos, segundo a Honda. Mostrada como conceito no Salão de Tóquio de 2005, a DN-01 agora passa a ser produzida em série.

O destaque dessa “sport-cruiser” é seu câmbio automático seqüencial. No manete esquerdo não há embreagem. Mas não se engane, pois o moderno sistema de câmbio é diferente dos usados nos scooter e promete aproveitar toda a força do motor V2 de 700cc.

Mais big-trails BMW

A alemã BMW escolheu a Itália para lançar cinco novos modelos. Não à toa. A marca detém 24% do mercado italiano para motos acima de 750cc. Para começar, renovou as R 1200GS e 1200GS Adventure que, além de novo visual, ganharam o sistema de suspensão eletrônica (ESA), já usado na K 1200S, que é vendida no Brasil.

No mesmo segmento de uso misto, veio a F 800GS. Versão da R 1200GS, mas com o motor de dois cilindros paralelos e 798 cm³. Outra que foi renovada foi a F 650GS. Ela deixou de usar o motor monocilíndrico e também passou a usar o bicilíndrico paralelo de 798 cm³. Segundo a marca, a F 650GS tem suspensões de curso menor e proposta menos aventureira. Só não deu para entender porque manter o nome 650.
 
A última novidade da fábrica de Munique foi o lançamento da G 450X, que havia sido usada como protótipo em algumas etapas do Campeonato Mundial de Enduro e agora vai ser vendida para competição.

KTM on-road

Enquanto a BMW investiu no off-road, a austríaca KTM decidiu ir para o asfalto. A marca laranja finalmente lançou a RC 8, como motor de 1190cc em dois cilindros em V.

A identidade KTM de dois faróis sobrepostos ficou um pouco estranha na superesportiva. Mas o motor, com cerca de 155 cv, promete um bom desempenho. Outra estrela do estande da fábrica austríaca foi a nova geração da Duke 690.

Japonesas

Kawasaki, Suzuki e Yamaha não reservaram nenhum lançamento mundial para o Salão de Milão. Entretanto, isso não fez com que os estandes das marcas japonesas ficassem vazios.

Na Kawasaki, todos queriam ver de perto a nova Ninja ZX-10R. Com linhas mais angulosas e escapamento curto no centro da moto, atraiu os olhares dos italianos. Sem falar na naked Z-750, como novo motor e design.

Na Suzuki, as estrelas eram mesmo as esportivas. Toda a família GSX-R estava lá: a nova 1000 com um escape de pista, a recém-lançada 750cc e a reformulada 600cc. Chamou a atenção também a nova linha de scooters Sixteen, afinal esse tipo de veículo é a opção de transporte de muitos italianos.
 
No estande da Yamaha, a esportiva R6, lançada em outubro em Paris, também fez sucesso. Mas não mais que a nova XT660Z Ténéré, a nova geração da mítica trail. Equipada com o motor da XT 660R, ela traz outra ciclística: além de suspensões maiores, disco de freio duplo na dianteira. Todos queriam subir na moto para ver sua ergonomia. Difícil encontrar a nova Ténéré “desocupada” no Salão de Milão. Outra atração foi o visual novo do scooter T Max.

Scooters italianos

E como uma genuína feira italiana, não podiam faltar scooters da “Vecchia Bota”. Um dos estandes mais bonitos e visitados era o da Piaggio, detentora das marcas Vespa e Gilera.

Com a marca Piaggio, chegou a nova linha X 7, como motor de 150 e 200cc. Já a Gilera mostrou o scooter esportivo GP800. Além de dezenas de outros que fazem a cabeça dos italianos, esse povo festeiro e apaixonado pelos veículos de duas rodas.  Sejam scooters 50cc dois tempos, ou esportivas de quatro cilindros em linha.

Fonte:
Agência Infomoto

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