Crescem mortes de motociclistas em SP

Balanço da CET apontou um aumento de 10% de vítimas fatais no trânsito da capital paulista.

Por Leandro Alvares

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) escolheu a segunda-feira, dia de abertura da Semana das Nações Unidas de Segurança Viária, para revelar o aumento do número de mortes de motociclistas no trânsito de São Paulo.

Dados da empresa apontaram crescimento de 10% no ano passado, passando de 345 em 2005 para 380 — mais de uma vítima fatal por dia.

Entre 2001 e 2006, o óbito de condutores de veículos de duas rodas cresceu 66%, segundo pesquisa da Secretaria Municipal de Saúde. No mesmo período, o cômputo geral de mortes no trânsito caiu 10%, de 1.681 para 1.520.

De acordo com Martinez Filho, da CET, um levantamento apontou que 52% dos acidentes com motos acontecem de forma semelhante: o motociclista bate na lateral do veículo, cai e é atropelado.

Já o secretário municipal dos Transportes, Frederico Bussinger, destacou que a capital paulista registra cerca de 600 acidentes por dia, dos quais 50 resultam em vítimas, sendo quatro delas fatais. Costumeiramente, dois pedestres, um passageiro de carro e um motociclista.

“Quando consideramos que a frota de motos é uma décima parte da de carros, chegamos à conclusão que o índice de fatalidades com motocicletas é dez vezes maior”, disse Bussinger, que também destacou o aumento da frota de motos como fator determinante para o elevado índice de acidentes.

“A moto é um veículo mais barato, por isso, houve uma explosão da frota. Muitas pessoas exercem essa profissão em decorrência do desemprego formal. A própria lentidão do tráfego da cidade estimula a utilização das motocicletas”, ressaltou.

O balanço da CET também registrou crescimento de 33% nas mortes de ciclistas entre 2005 e 2006. O número de mortes em capotamentos e colisões de carros e caminhões, no entanto, foi menor: 585 no ano passado ante 614 registros há dois anos.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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