CIDADE ADOTA SELO TRÂNSITO SEGURO

Medida não obrigatória avaliará empresas e motofretistas em diversos itens de segurança.

Por Leandro Alvares

A Prefeitura da Cidade de São Paulo lançou nesta semana a terceira ação de incentivo à segurança no trânsito da capital, envolvendo os motociclistas. Depois da Faixa Cidadã e da Faixa Exclusiva, entra em cena o “Selo Trânsito Seguro”.

Embora não obrigatória, a estampa será entregue às empresas e profissionais de motofrete que alcançarem êxito em uma avaliação da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), na qual serão checados itens como treinamento especializado, manutenção de veículos, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), controle do trajeto e do tempo de viagem e educação no trânsito, entre outros.

O primeiro passo para os participantes será responder a um formulário com 11 questões, informando se cumprem determinadas normas de segurança. As respostas serão avaliadas pelos técnicos da CET, que, a seguir, farão uma visita à firma para conferir na prática as informações repassadas.

Caso seja aprovada, a companhia ganhará o “Selo Trânsito Seguro”, que poderá ser colado na motocicleta dos motoboys ou na roupa desses profissionais. As inscrições para concorrer ao selo começam na próxima segunda-feira, e o processo de inscrição será contínuo ao longo do ano. O selo obtido terá validade por um ano.

“Este selo serve de estímulo e como hipótese de punição para que possamos criar uma consciência nos brasileiros de que é responsabilidade de cada cidadão essa questão dramática dos acidentes no trânsito, principalmente nas grandes cidades”, afirmou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

O lançamento do selo ocorreu na última quarta-feira, juntamente com a apresentação da cartilha “Acidentes de Trânsito Fatais no Município de São Paulo”, com base em 2005. Segundo o informe, foram registradas 1.505 mortes em acidentes de trânsito no ano passado, o que corresponde a uma média de dois pedestres e um motociclista mortos por dia, um ciclista morto a cada quatro dias e um motorista morto diariamente.

Do total de vítimas fatais, 49,5% são pedestres e 22,1% motociclistas, o que demonstra que essa categoria já ultrapassou a de motoristas, que vem em terceiro, com 20,3%, no cômputo geral de mortes no trânsito. Em quarto lugar aparecem os ciclistas, com 6,2%.

Os números também apontam que de 2004 para 2005 subiu de 318 para 333 o número de motociclistas mortos em São Paulo, um aumento percentual de 5% de um ano para o outro. Os dados mostram ainda que cresce continuamente o número de motocicletas no município, totalizando 481 mil veículos até agosto de 2006.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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