Bicampeão de Fórmula 1 visita o Brasil

Finlandês Mika Hakkinen incentiva a valorização da sobriedade ao volante.

Por Leandro Alvares

Leandro Alvares

Quem poderia imaginar um piloto de Fórmula 1, um bicampeão do mundo, entregando garrafinhas de água mineral para a clientela de um barzinho em São Paulo? Pois quem esteve ontem no bar Dona Flor, na zona sul da capital paulista, viu exatamente isso.

Mika Hakkinen, um dos poucos rivais que Michael Schumacher teve na categoria máxima do automobilismo, veio ao Brasil para participar de uma ação promocional da Johnnie Walker, marca para a qual o finlandês exerce o cargo de embaixador mundial para consumo responsável de bebidas alcoólicas.

Na campanha intitulada “Piloto da Vez”, o aposentado competidor de 38 anos atua com o propósito de valorizar a sobriedade ao volante, uma conscientização que também deve fazer parte do universo do motociclismo.

Apesar do enorme assédio por parte dos fotógrafos e dos fãs, o ex-piloto de F-1 manteve a postura de grande cavalheiro que é, sorrindo, cumprimentando as pessoas, dando alguns autógrafos e até arriscando algumas palavras em português, como um “boa noite”.

Como não poderia ser diferente, Hakkinen falou sobre a temporada atual da competição de monopostos. Declarou, obviamente, estar muito feliz com o desempenho da McLaren, equipe que defendeu entre 1993 e 2001, e deixou escapar um breve comentário sobre a tensão vivida entre a dupla Lewis Hamilton e Fernando Alonso.

“Eu espero que a equipe consiga se manter concentrada na conquista do título mesmo em um momento que parece ser muito difícil, por conta de situações que vocês sabem muito bem. Para mim, não interessa quem será o campeão, Lewis ou Fernando. Eu torço para que a McLaren conquiste o mundial, apenas isso”, afirmou.

Mika falou ainda sobre a ida de Kimi Raikkonen para a Ferrari, reforçando uma opinião que ele já havia expressado há algum tempo. “Eu fiquei surpreso quando ele me disse que iria sair, aconselhei que permanecesse na McLaren, pois uma outra ou outra o time voltaria a dominar. A Ferrari, no entanto, se desestruturou com a perda pessoas importantes. Eu acredito que o bom desempenho que eles estão tendo agora não deva durar por muito tempo”, apostou.

Questionado sobre a falta de sorte de seu compatriota, Hakkinen foi bem direto. “Ter sorte significa estar no lugar certo e na hora certa. Você precisa ter convicção das escolhas que faz para a sua vida e saber buscar a sorte. Por isso, ele é um azarado, definitivamente”.

O último contato do finlandês com um carro de F-1 aconteceu no fim do ano passado, quando participou de um teste com a McLaren. Teria ele alguma outra sessão em vista? “Um dia quem sabe”, disse entre risos.

No fim do evento, Hakkinen deu carona em sua Mercedes ao vencedor de um concurso cultural. O felizardo que teve o privilégio de ser levado para casa tendo o bicampeão como motorista foi o gerente de projetos Yugo Nomura.

Longe dos monopostos desde o fim de 2001, Mika se diverte atualmente no DTM (Campeonato Alemão de Turismo), onde corre pela Mercedes, claro. Já venceu duas corridas por lá e ocupa o quinto lugar da classificação, com 22 pontos. Em 2006, chegou a emprestar seu carro para um “certo” Valentino Rossi dar algumas voltinhas no circuito alemão de Hockenheim.

Na F-1, Hakkinen disputou 161 corridas, conquistou dois títulos (1998 e 1999), um vice (2000), 20 vitórias, 26 pole-positions, 51 pódios, 25 voltas mais rápidas e 420 pontos ao longo de 11 temporadas.

Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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