ANDORRA DAY EM INTERLAGOS

Clínica de pilotagem reuniu mais de 50 motocicletas no circuito paulista.

Por Thiago Fuganti

Às 8h30 da manhã de segunda-feira, mais de 30 pessoas já haviam alinhado suas motos de alta cilindrada em frente aos boxes do autódromo de Interlagos. O motivo para isso: a segunda edição do Andorra Day, uma clínica de pilotagem voltada para os clientes da concessionária Kawasaki de São Paulo.

Enquanto tomavam um farto café da manhã, as estrelas do dia aproveitavam também para observar as máquinas dos colegas, que variavam de Kawasaki ZZR 1220, ZX 14, ZX 10 R, ZX 6R a modelos de outras marcas, como Yamaha R1, Honda CBR Racing e Suzuki GSX 1100 R.

“Trata-se de um encontro para motos com potência acima de 600cc, destinado aos nossos clientes que adquiriram um equipamento 0 km”, disse Paulo Santos, dono da Andorra. “Nosso objetivo com esse tipo de evento é instruir o pessoal que compra uma motocicleta speed. E nada melhor do que uma pista de corrida para fazer isso”, explicou o ex-campeão do Brasileiro de Motovelocidade, na categoria 500cc.

Por volta das 11h30, o número de participantes já ultrapassava a marca de 50 pessoas. E foi neste horário que todos se sentaram para receber as primeiras instruções de como pilotar com segurança. O responsável por esse trabalho foi o piloto Bruno Corano, atual líder da categoria Supersport do Brasileiro de Motovelocidade e instrutor do Motoschool, uma reconhecida escola de pilotagem.

“Não chega a ser um curso, mas temos de passar algumas informações importantes para essa moçada, como questões de segurança, condução na pista, como se comportar na hora em que estivermos andando no circuito, entre outros pontos valiosos”, explicou o competidor.

Atentos aos ensinamentos, os alunos não escondiam a ansiedade por começar logo a acelerar. “Já experimentei de tudo, mas esta é a primeira vez que vou encarar um autódromo”, disse Rodrigo Magalhães, dono de uma Honda CBR. “Na estrada essa moto é muito gostosa, freia bem. Nas ruas já é um pouco complicada, por ser grande e de difícil mobilidade. Quero ver na pista”, destacou.

Já no período da tarde, veio a resposta: “Impressionante. É o que posso dizer. No começo a gente sente um friozinho na barriga, especialmente nas curvas e nos trechos de descida. Mas depois o medo passa e a sensação de acelerar é maravilhosa. Agora sim posso dizer que adoro a minha moto”, brincou Magalhães, de 27 anos.

A experiência no circuito foi monitorada pelos astros experientes no assunto velocidade. Bruno Corano, Paulo Santos e Pablo Henrique Martins — o Baratinha, piloto da categoria Superbike do Campeonato Brasileiro — escoltaram os iniciantes e foram mostrando-lhes cada detalhe do autódromo José Carlos Pace, o palco de inúmeras batalhas acirradas; seja nas duas ou nas quatro rodas.

No final do dia, os comentários eram os melhores possíveis, com todos já querendo viver uma nova experiência. “Eu gosto muito de velocidade e percebi que é possível conseguir muitos ganhos numa clínica como essa”, comentou Renan Perestrelo. “Consegui fazer legal as curvas e sinto que aumentei o meu ponto de visão na hora de fazer movimentações na moto. Eu adorei”, completou o jovem de 22 anos.

Até mesmo quem ficou de fora da pista gostou da vivência. “Eu vim de Campinas, mas preferi deixar a minha ZX 6R em casa. Minha diversão foi tirar fotos e atentar para cada detalhe nas dicas passadas pelo Bruno”, contou José Miranda, de 56 anos. “Agora que eu ganhei confiança e aprendi a chegar direitinho em Interlagos, já posso pensar em vir de motocicleta na próxima vez”, avisou.

O primeiro Andorra Day foi realizado em dezembro do ano passado. Fica agora a expectativa para o terceiro que, se depender do público alvo, acontecerá ainda em 2006. “Tomara, pois vai ser a minha estréia na pista”, torceu Miranda.


Fonte:
Equipe MOTO.com.br

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