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"Causos" da estrada: A bolha28 de July de 2008
Mário Sérgio Figueredo Fiquei com a moto exatos 28 dias até vendê-la e comprar novamente outra Sahara. Mas esse não é o tema desse causo e não quero criar polêmica, pois sei que existem pessoas que amam a Shadow e respeito isso, mas para mim ela não serviu. Logo que a comprei (a Shadow) fui fazer um breve passeio até o nosso litoral (200 km ida e volta), aproveitando um dia de sol escaldante. Como estava muito calor e eu estava só passeando em baixa velocidade tentando me acostumar com ela e dando uma outra chance para nos entendermos, tirei a jaqueta e amarrei-a sobre o banco do carona, ficando só com uma camisa de mangas curtas, com os braços expostos ao sol e ao vento. Minha pele dos braços já estava calejada de outras aventuras, perfeitamente acostumada com o sol e não queimava mesmo com grandes exposições. Só que a posição de pilotagem da Sahara é uma: o punho fica quase reto em relação ao braço, fazendo com que o relógio fique num lugar. A posição de pilotagem da Shadow é outra e faz com que o punho fique curvado para baixo. Com a nova posição o relógio mudou de lugar no punho e deixou ao sol o ponto que antes ele e a pulseira protegiam. No final do passeio senti apenas um ardor diferente no meu punho esquerdo, nada preocupante. Mas quando acordei no dia seguinte, naquele local havia uma bolha daquelas de queimadura, do tamanho do círculo do relógio e parte da pulseira. Doía, mas era suportável. Quando a bolha estourou e a queimadura começou a cicatrizar é que o bicho pegou. Tive que ficar sem andar de moto pelo menos uma semana, pois ao movimentar o punho a "casquinha" que se formava pela cicatrização rachava e além de doer muito, sangrava com freqüência. Demorou mais de um mês pra tudo voltar ao normal, mas aprendi a lição. Está certo que foi do jeito mais doloroso, mas aprendi. Não importa se está frio ou calor, a jaqueta é sempre indispensável na estrada, pois além da proteção solar, numa situação imprevista rala-se o couro da vaca que é menos doloroso que ralar o nosso próprio couro. O “motonauta” Mário Sérgio Figueredo participou do Moto Repórter, canal de jornalismo participativo do MOTO.com.br. Para mandar sua notícia, clique aqui. |
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| Fonte: Moto Repórter |
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