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Capacetes: Ruído do vento x surdez do piloto

12 de December de 2013
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Flavio Bressan da Luz

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Amigos, Neste final de semana pude finalmente utilizar um capacete Shark, modelo S500. Digo finalmente porque essa marca sempre esteve acima do meu limite de gasto, e um amigo me deu a oportunidade de adquirir um deles usado por um bom preço. O objetivo era testar e confirmar se é realmente silencioso como diz o povo.

Vou relatar um pouquinho da experiência com os capacetes anteriores, só pra situar o assunto e o motivo de eu precisar fazer esse teste. Comecei a pilotar há 10 anos usando Bieffe (considerado o melhor capacete nacional, pela Proteste). O basicão mesmo, modelo B12R fechado. Depois lançaram um mais avançado, que também comprei, acho que era o S1, ou Si. Um bom capacete mas com um defeito chato, que é a espuma ceder com o tempo criando folga, e com isso, mais barulho no ouvido.

Depois peguei um LS2, modelo FF350 Galaxy, fechado. No início abafava bem o ruído do vento (talvez em referencia ao Bieffe, que já estava esgaçado e barulhento). Mas com o tempo, a espuma também cede e o barulho aumenta. Depois descobri que LS2 é uma marca criada pelo importador e não se encontra referências dele no exterior. O produto é chinês, e tem outras marcas usando o mesmo molde. Não confio e quero distância. Em 2011, no primeiro Salão Bike Show no RJ, peguei um HJC fechado, em uma promoção. Ótimo preço. Capacete coreano, diz que é um dos mais vendidos nos EUA (e será que isso é referência de qualidade?). Bom capacete, fivela prática. Espuma não cedeu em 2 anos de uso. Mas é barulhento também. Comecei a perceber que o desenho/aerodinâmica também influi no barulho, não só a folga da espuma.

Passei a pesquisar sobre avaliação de capacetes lá fora, e um dos tantos parâmetros é justamente o nível de ruído. Coisa que aqui no Brasil nunca vi ninguém dar atenção nas revistas especializadas. Em recente viagem pelos EUA, acabei comprando lá um Bell fechado (os fãs de old school vão certamente lembrar do Bell aberto, o famoso capacete do Peter Fonda em Easy Rider).

O capacete até é bom (espuma, conforto, a fivela é tipo Duplo-D bem segura), mas o bicho é barulhentaço na estrada! Pior que o Bieffe, pelas minhas memórias. Pra ficar sem ruído, a 120Km/h, você deve olhar 62,4 graus para a esquerda. Não é muito legal pilotar moto olhando pro lado, certo? Só pra lembrar: estou falando de viagens longas, o dia todo pilotando, a 120Km/h de velocidade de cruzeiro, e escapamento original silencioso. Nessas condições, o barulho do vento elevado por horas a fio provoca sim perda de audição. Infelizmente a perda é acumulativa, irrecuperável. E eu já não ando ouvindo bem...

Então chega o Shark S500! Neste final de semana, no estradão de Brasília para Guaíra/SP. 760Km de trecho, o dia inteiro na estrada. Capacete bom, confortável, fivela prática (não sei se é segura - desconfio de todas as fivelas de plástico). O que realmente me surpreendeu foi o baixo nível de ruído, no início do dia. Dava pra escutar o funcionamento do motor! No fim do dia o barulho do vento estava chato. Acho que o ouvido vai se acostumando e depois o efeito no final é o mesmo. Descobri que pra reduzir o barulho, você deve olhar pra baixo. Clara influência da aerodinâmica do desenho externo do capacete (encaixe da viseira, tamanho e posicionamento das entradas de ar, curvatura/saliências do casco, etc). Pô, não dá pra viajar olhando o painel o tempo todo!

Nessas experimentações, mexendo e torcendo o corpo pra encontrar a melhor posição de conforto, ruído, aerodinâmica, relaxamento, daqui a pouco vou estar praticando yoga sobre a moto! Melhor o kama-sutra... ou seria moto-sutra? Conclusão? - vou ficar com o S500! - o nível de ruído deveria ser medido e ser item de avaliação dos capacetes; - se você acha que está ficando surdo, pode ser o capacete! Em relação utilização na chuva (embaçamento da viseira, molhar por dentro) a coisa fica ainda mais difícil.



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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